Pombal vai ter centro “drive thru” para testar suspeitos do Norte do distrito

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O centro de colheitas vai servir os concelhos do norte do distrito

Pombal vai contar com um centro para despistagem do novo coronavírus (Covid-19) para servir os concelhos do Norte do distrito de Leiria. O centro de recolha será instalado no centro municipal de exposições Expocentro e funcionará em modelo “drive thru”.
O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo presidente da Câmara Municipal, Diogo Mateus, durante uma conferência de imprensa, esclarecendo que os cidadãos não necessitam de sair do automóvel para realizar a colheita, sendo o atendimento efectuado através da janela da viatura.
De acordo com o autarca, as colheitas, que serão efectuadas a casos suspeitos e já identificados pelas autoridades de saúde, estarão a cargo de técnicos especializados e serão depois analisadas em laboratório devidamente credenciado.
O espaço, instalado em parceria com a Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), aguarda “luz verde” por parte da Administração Regional de Saúde do Centro para avançar.
Por outro lado, o município tem preparado num dos pavilhões da zona desportiva da cidade um centro de rastreio com oito gabinetes médicos, destinado a dar resposta aos utentes com sintomas compatíveis com o Covid-19, permitindo que o Centro de Saúde fique disponível para atender utentes com outras doenças agudas.

Na mesma conferência de imprensa, também transmitida via Skype, Diogo Mateus voltou a alertar para a necessidade de haver um controlo mais rigoroso nas fronteiras. “Estão a regressar muitos emigrantes e é importante saber quem são, de onde vêm e para onde vão”, frisou, defendendo uma verificação se a quarentena obrigatória está a ser cumprida, ou até mesmo, a prestação de um apoio no fornecimento de bens essenciais, que as juntas de freguesia poderão realizar.
Quanto a casos detectados no concelho, o edil deu a conhecer os últimos dados disponibilizados pela autoridade de saúde pública: sete infectados, dois dos quais falecidos e cuja confirmação foi feita “post-mortem”; 11 casos em vigilância activa e mais 142 em vigilância passiva.
Recorde-se que dois dos casos confirmados referem-se a utentes de instituições de solidariedade social, o que levou o município a assumir o custo inerente com a realização de 54 testes a outros utentes, técnicos, auxiliares e bombeiros.