Maestro da Filarmónica Vermoilense morre em acidente de viação

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Morreu ao início da tarde desta quarta-feira, 21 de Junho, o maestro da Sociedade Filarmónica Vermoilense, Jaime Ferreira Pascoal, na sequência de um acidente de viação ocorrido na A23, próximo do nó de Mação, no distrito de Santarém.
“Perdemos o jovem e fantástico maestro que se dedicou de alma e coração à nossa banda e à escola de música”, disse ao nosso jornal o presidente da Junta de Freguesia de Vermoil, Ilídio Manuel da Mota, realçando, ainda, o facto de Jaime Pascoal ter “cativado toda a nossa juventude”, estando a comunidade “bastante consternada”.
A morte do maestro acontece num momento em que a Sociedade Filarmónica Vermoilense se preparava para viajar, na próxima semana, até à cidade de Laranjal Paulista, no Brasil, no âmbito do intercâmbio entre as duas bandas filarmónicas.
Na noite da passada sexta-feira, Jaime Pascoal foi um dos elementos do júri do evento “Crianças ao Palco” promovido pela Junta de Freguesia de Pombal. Rita Mendes, vogal da autarquia e que foi uma das apresentadoras daquele concurso infantil, refere que “custa acreditar e receber mais uma notícia trágica” e recorda “os sorrisos e palavras” que trocou com o maestro “num momento cheio de música”.
Natural de Pombal, e de 36 anos de idade, Jaime Ferreira Pascoal começou a estudar música aos nove anos na Filarmónica Artística Pombalense. Aos 18 foi estudar trombone para o Conservatório Regional de Coimbra na classe do professor Joaquim Raposo. Fez a licenciatura em música, variante trombone, na classe do professor Ismael Santos, na Escola Superior de Musica de Lisboa. Desde 2015 que é maestro da Filarmónica Vermoilense, na freguesia de Vermoil, concelho de Pombal, acumulando a direcção pedagógica da sua escola de música.
Jaime Pascoal participou como músico, desde as suas funções, em 2011, na Orquestra de Jazz de Leiria e no grupo Farratuga. Participou na gravação de dois CD’s da orquestra de sopros da Escola Superior de Música de Lisboa, em 2011 e 2013, para a editora Molenaar. Em 2013 tocou a solo, com a mesma orquestra, o concerto para trombone e orquestra de sopros T-bone do compositor Johan de Meij. Em Outubro de 2012 foi convidado a tocar com a Frysk Fanfare Orkest na sua digressão por Portugal, tendo feito concertos em Palmela, Seixal e Alhandra, sob a direcção do maestro Jouke Hoekstra.
Tem participado em gravações, em estúdio, desde 2012 com a orquestra The West European Studio Orchestra, WESO, para filmes como: A Rainha Njinga com música de Rodrigo Leão, Lisbon Theme e Ninjago Theme de Mik Kramer, The Flood e The Big Catch de Samuel Peeg, entre outros.
Desde 2011 que é professor da classe de trombones na escola Canto Firme, em Tomar, e na Ourearte, em Ourem, tendo em Outubro de 2015 ficado colocado no Conservatório Nacional de Coimbra, no polo da Sertã.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal”, quinzenário com o qual deixou de colaborar no final de Maio de 2020.