A “diversidade cultural da programação e o envolvimento da comunidade local” faz elevar as expectativas da Câmara de Pombal para que o Festival Pombalino, que irá acontecer no próximo fim-de-semana, seja “uma das melhores edições” de sempre. “Contamos com um maior envolvimento da comunidade local, o que poderá também traduzir-se num maior número de visitantes/ participantes, quer pombalenses, quer turistas”, afirma a autarquia.
Segundo a Câmara Municipal, ao longo de dois dias, os festivaleiros poderão “viajar no tempo e recuar até ao século XVIII em diferentes momentos: no Cortejo Histórico de boas-vindas a D. José I, no Mercado Barroco, com os expositores trajados a rigor que apresentam e vendem produtos regionais, e nos diversos espectáculos, nomeadamente de teatro, de música barroca e no serenim barroco, que julgamos serem dos pontos altos do evento, com uma atmosfera particularmente inspiradora.”
A autarquia, que estima um investimento de 30 mil euros com a organização do Festival Pombalino, sendo financiado em cerca de 24 mil euros, considera “relevante para Pombal” apostar num “evento diferenciador em que se afirme a figura do Marquês de Pombal e a promoção da sua obra, do seu legado e da marca que deixou no nosso território, reforçando-a como imagem de marca da nossa cidade”.
“Este é um evento pelo qual nos queremos afirmar cada vez mais como uma cidade pombalina, criando um evento alusivo à época barroca”, designadamente uma “festa pombalina” inserida no projecto Maio: Mês do Marquês e no âmbito da candidatura Produtos Turísticos da Região de Leiria, sublinha.
Com a iniciativa, a Câmara Municipal propõe-se realizar um evento que “recrie a história da época em que viveu o Marquês de Pombal”. “Pretendemos mostrar cenas do quotidiano pombalino, festas e divertimentos setecentistas, jogos, trajes e costume da época, profissões populares, música, dança, poesia, teatros populares da época, espectáculos de pantomimas, acrobacia e outros divertimentos”, adianta.
Com epicentro no centro histórico da cidade, em especial a Praça Marquês de Pombal, o Festival Pombalino contará com a presença de três dezenas de expositores, entre artífices, artesãos, mercadores, regatões e taberneiros.
A organização pretendeu, igualmente, “integrar activamente a comunidade pombalense” no evento, “havendo um maior envolvimento e participação da população” sobretudo nas actividades de animação. Participarão a classe de canto do pólo de Pombal do Conservatório de Música David de Sousa, a Academia DanSpirit, a Fabrikarts e o quarteto da Associação Artística Marquês de Pombal, em articulação com “o trabalho dos actores e outros artistas profissionais.”
Por outro lado, algumas lojas do comércio tradicional irão, igualmente, participar no evento, com destaque para a Mercearia da Praça, que realizará uma prova de vinhos do Douro, enquanto algumas instituições e lares privados do concelho, juntamente com um grupo de voluntárias, embaixadoras do Museu Marquês de Pombal, colaborarão com a confecção de trajes históricos.
De entre as várias actividades previstas para os dois dias do Festival, e visando “reforçar as vertentes pedagógica e didáctica”, serão realizadas visitas encenadas ao museu, ao Celeiro do Marquês e à própria Praça Marquês de Pombal, para “espreitar o interior do quotidiano pombalino”, mostrando “cenas domésticas do século XVIII.”
Em simultâneo, terá lugar o habitual espectáculo de Estátuas Vivas que apresentará um Séquito do Marquês de Pombal com dez estátuas vivas itinerantes que irão percorrer em lentidão as principais ruas da zona histórica da cidade. Em alguns “pontos estratégicos ficarão em quietude, representando situações próprias de um passeio”, realça a autarquia.
Este ano, o Festival Pombalino vai-se centrar num dos “mais relevantes factos da vida do estadista: a sua nomeação como marquês, a qual lhe conferiu o título e o nome pelo qual se eternizou e ficou conhecido, Marquês de Pombal.” “A escolha deste tema prende-se com o facto de se constatar que a acção de Carvalho e Melo se estende e se mantém presente por todo o território nacional (e além fronteiras), mas a única cidade (e município) de onde provém o mais importante título que obteve é Pombal, o que a singulariza”, refere a Câmara Municipal, garantindo a realização de um evento “pluridisciplinar” que produza a encenação da nomeação do marquês “em ambiente festivo de acordo com os gostos da família Carvalho e da época.”

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.