Projecto de ampliação da mina Nasce Água em avaliação ambiental

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A Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) do projecto de ampliação da mina de Nasce Água, na União de Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca, está em fase de consulta pública até ao próximo dia 22 de Dezembro. O projecto tem como objectivo “assegurar reservas que permitam a continuidade da mina nos próximos anos”, refere o documento. A intenção é ampliar a área de exploração da mina dos actuais 24,17 hectares licenciados para mais 34,67 visando obter licença/ autorização para explorar uma área que perfaz 58,84 hectares.
A ampliação da mina é promovida pela sua proprietária, a empresa Imosa – Indústrias Mineiras do Mondego, SA, com sede na Estrada do Grou, na Guia, e pertencente ao grupo Saint-Gobain. A mina de Nasce Água desenvolve a sua actividade “num meio rural essencialmente ocupado por floresta de produção (pinhal-bravo), distando consideravelmente de aglomerados populacionais” como é o caso das povoações de Nasce Água, Fonte Cova, Grou e Guia (Estação).
De referir que aquela actividade extractiva obteve licença emitida pela Câmara de Pombal em 1993 para uma área de exploração de 4,6 hectares. Em 1998, com a aquisição da Imosa pelo grupo Saint-Gobain, foi instalada na mina uma unidade de processamento de areias, tendo em vista o fornecimento de matéria-prima à Vidreira do Mondego (Figueira da Foz). Em 2000 e 2007 foram desencadeados processos de licenciamento de ampliação da mina, respectivamente, de 14,2 e 5,4 hectares.
De referir que em Junho de 2016, a empresa obteve a concessão de exploração de depósitos minerais de quartzo e caulino, com a celebração de um contrato com o Estado Português.
A empresa salienta que o depósito mineral explorado na mina de Nasce Água “tem características excepcionais ao nível da composição química e granulometria das areias, nomeadamente quanto aos teores de sílica, alumina e óxido de ferro, a que acresce a presença de caulino em quantidades que permitem a sua valorização”. “Trata-se de matérias-primas essenciais a vários subsectores da indústria transformadora, como a indústria vidreira e a indústria cerâmica, com grande representatividade a nível nacional e, em particular, na região Centro”, sublinha.
A Imosa realça, ainda, que a mina tem sido alvo de “avultados investimentos”, que ascendem actualmente cinco milhões de euros, destinados a “apetrechar a mina das melhores tecnologias disponíveis para este sector da indústria extractiva”, com o objectivo “não só de estimular os níveis de produção e da qualidade da mesma, mas também de garantir os níveis de segurança dos seus colaboradores e assegurar o bom desempenho ambiental da mina”.
Segundo a empresa, aquele projecto de avaliação ambiental garantirá a continuidade daquela mina “como um importante centro abastecedor, a nível regional e nacional, de diversificadas empresas da indústria transformadora, utilizadoras as matérias-primas produzidas na mina, bem como para a manutenção e criação de emprego no concelho onde se insere”.
De acordo com o documento em avaliação, “as actividades processadas na mina de Nasce Água não têm condicionado de forma negativa e significativa os valores ambientais presentes na área em estudo, situação para a qual tem contribuído a visão de gestão da empresa proponente, nomeadamente quanto à realização de investimentos para apetrechar a mina com as melhores tecnologias ao dispor deste segmento da indústria extractiva” e, garante que na fase de ampliação “não se prevê que o actual quadro ambiental venha a sofrer alterações negativas importantes”.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.