Dois espectáculos e uma conversa assinalam 45 anos do TAP

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O Teatro Amador de Pombal (TAP) assinalou, esta terça-feira, 45 anos de existência, assumindo os responsáveis satisfação pela companhia continuar a trabalhar “apesar da pandemia” e pela função de divulgação cultural que presta ao concelho de Pombal.
As restrições relacionadas com a Covid-19 limitam a festa do TAP, lamenta o presidente da direcção e actor, Humberto Pinto, sobretudo “o tradicional almoço de aniversário, que se realiza de cinco em cinco anos”, com actuais e antigos elementos.
Nas redes sociais haverá memórias deste quase meio século da companhia de teatro de Pombal, mas a partir desta quinta-feira, 15 de Julho, a comemoração ganha forma numa conversa sobre teatro e na apresentação de duas peças, no fim-de-semana. “Apesar da pandemia, estamos satisfeitos por continuar a trabalhar, apresentando novas criações todos os anos e, também, mostrando o trabalho de diversos agentes culturais no nosso concelho, nomeadamente no Encontro de Teatro e no Festival de Teatro de Pombal”, conta à agência Lusa Humberto Pinto, num balanço sobre os 45 anos de atividade.
As actuais limitações não esmorecem a energia do TAP, que pretende “manter o trabalho com os melhores encenadores de Portugal” e “levar o nome de Pombal de norte a sul do País, não esquecendo as ilhas”. Em Outubro está prevista uma viagem até à Madeira, para apresentação de um espectáculo e, até lá, o TAP conta estrear uma nova peça, com o título provisório “Contos da Aldeia”, “um espectáculo a partir dos contos tradicionais portugueses – com especial foco na recolha feita por Teófilo de Braga – com encenação de Ángel Fragua”, adianta o responsável. A estreia está prevista para o dia 25 de Setembro, no Teatro-Cine de Pombal.


A companhia colabora actualmente também com o grupo “O Nariz” no espectáculo “O Rei que nunca foi Rei”, a revelar no final de Julho, no Castelo de Leiria. Em paralelo, decorre até 18 de Julho mais uma edição do Festival de Teatro de Pombal, coordenado pelo TAP, que assume o evento como “mais uma forma de lutarmos contra a pandemia”.
“Depois do cancelamento de mais de metade dos espetáculos em 2020 e do adiamento em Março de 2021, é uma marca que queremos deixar. Estamos aqui para continuar a levar cultura a todos os pombalenses e a lutar para que, no próximo ano, o festival chegue a mais pessoas e que volte a acontecer, em segurança, nas freguesias do concelho de Pombal”, afirma Humberto Pinto.
Esta quinta-feira, o aniversário inspira uma conversa sobre “O processo da cena – A Construção do texto teatral”, com os escritores Afonso Cruz e Paulo Moreiras e o encenador e ator Rui M. Silva, na praça em frente ao Teatro-Cine de Pombal, às 21h30.
Sexta-feira, também às 21h30, sobe ao palco desta sala de espectáculos “A equipa”, criação e interpretação de Rui M. Silva a partir de texto original de Afonso Cruz.
No domingo, é o próprio TAP que entra em cena para levar ao Teatro-Cine o espectáculo “O Banquete”, com encenação de António Oliveira e Julieta Rodrigues, às 21h30.

LUSA