Transportes Antunes Figueiras festejam 55 anos prosseguindo uma longa história feita de entrega

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A festa juntou colaboradores (nesta foto) e seus familiares

A festa dos 55 anos dos Transportes Antunes Figueiras (TAF) ficou marcada por palavras de gratidão aos colaboradores e respectivas famílias. Na Quinta do Ti Lucas, em véspera de comemoração da Consoada, Júlio Antunes enalteceu o esforço dos trabalhadores da casa, reconhecendo que a empresa, nascida em 1967, actualmente situada nos Matos da Ranha, “continua firme e a crescer até aos dias de hoje, graças ao empenho e dedicação de todos vós”. Munido destes predicados, “é com orgulho que me revejo como se fosse o pai desta grande família”, afirmou o administrador da TAF, no decurso do jantar comemorativo.

Catarina Pedrosa, Bruno Antunes, Maria de Lourdes Antunes, Júlio Antunes e Diana Antunes

E se dos colaboradores “não restam dúvidas” de que com eles pode contar, o mesmo não pode dizer em relação “à nossa Freguesia [Vermoil] e à Câmara Municipal de Pombal”. Nas palavras que dirigiu aos presentes, Júlio Antunes deixou recados aos políticos e lamentou que “na altura das eleições” seja prometido apoio ao tecido empresarial que, depois, não se concretiza.
“Verificamos, por exemplo, que ainda nada fizeram para melhorar as condições de acesso a esta nossa empresa, que bem merecia”, apontou Júlio Antunes. Mas o empresário não ficou por aqui e chamou ainda a atenção para a “falta de colaboração das entidades responsáveis para a salvaguarda dos terrenos adjuntos, apesar das nossas insistências”. Uma postura que, nas palavras do empresário, coloca em causa “a segurança de tantos funcionários, viaturas pessoais e profissionais”.
Aos colaboradores, Júlio Antunes deixou, no entanto, a garantia de que “podem continuar a contar” com a sua “determinação e perseverança”, para que consigamos conduzir a vida com esperança, para um futuro mais risonho, tanto a nível colectivo como a nível individual”.

Conjuntura desfavorável não impede crescimento
Com uma equipa de 180 colaboradores e uma frota de 150 veículos, os Transportes Antunes Figueiras têm sabido acompanhar as mudanças e adaptar-se às circunstâncias. Deste trabalho de inovação e resiliência salta à vista o crescimento da empresa “como um todo”, de que é exemplo a capacidade de superação de dois anos de pandemia. Para Júlio Antunes, a explicação está na “consolidação da confiança dos clientes”, mas também no “grande espírito de sacrifício e entreajuda de todos os que fazem parte da família TAF”. A estes factores também não é alheia “uma gestão mais minuciosa da tesouraria”, o que implicou “maior ponderação nos investimentos, sem nunca pôr em causa o foco na manutenção da certificação da Qualidade”, factor “que muito prezamos e queremos continuar a garantir como sendo característica distintiva do nosso serviço”.

A empresa conta com uma frota de 150 veículos

 

Vem aí um ano de incertezas
Com a pandemia [aparentemente] ultrapassada, o sector dos transportes volta a atravessar dias conturbados, com a subida vertiginosa dos preços dos combustíveis, despoletada pela guerra na Ucrânia. Uma realidade que tem obrigado a empresa a “uma análise mais apertada dos custos e das compras”, constata Júlio Antunes, para quem a aposta “no investimento de veículos de menor consumo e na formação dos motoristas para uma condução mais económica” têm sido estratégias importantes para contornar as dificuldades a este nível.

Júlio Antunes aproveitou a ocasião para lamentar a ausência de condições de acesso à empresa

Ainda assim, acrescenta o administrador da transportadora dos Matos da Ranha, a empresa foi obrigada a actualizar os preços, para “acompanhar, de alguma forma, a tendência crescente dos custos”. Uma medida que só foi possível implementar “graças à compreensão dos nossos clientes, que sabem que procuramos sempre a melhor solução para eles, dentro das nossas possibilidades”.
Perante estes cenários, Júlio Antunes acredita que o ano de 2023 “continuará a ser palco de grandes incertezas” e, nessa medida, “estamos conscientes de que o futuro poderá trazer cada vez mais surpresas”. Mas numa empresa que há mais de meio século contorna curvas e contracurvas, os meses que aí vêm são encarados “com a determinação de sempre, confiantes de que a perseverança é determinante para dar a volta aos desafios que hão-de surgir”, refere o mesmo responsável, assumindo que “um pensamento positivo é o melhor ponto de partida para encarar a realidade”.
E é essa postura que também explica o que está ‘desenhado’ para 2023. “Esperamos prosseguir a renovação da frota, estando já negociada a aquisição de mais 22 novas unidades para aumentar e melhorar a nossa capacidade de resposta aos clientes”. Por outro lado, a transportadora prevê ainda “investir mais no tema de responsabilidade social empresarial, com a concretização de diversos projectos em desenvolvimento”, revela Júlio Antunes.

 


Em 2017, os Transportes Antunes Figueiras (TAF) celebraram 50 anos de História. Desde então, o que mudou (para melhor e para pior) no sector?
“O que mudou para pior é subjacente a todos os sectores, nomeadamente, o cenário de incerteza/instabilidade e custos tendencialmente crescentes, decorrente de uma conjuntura económica agravada pela pandemia e pela guerra.
Para melhor, podemos destacar mudanças no âmbito da consciencialização ambiental (bem visível na questão do desenvolvimento de veículos menos poluentes) e uma maior entreajuda ao nível das parcerias, sendo que – a título de exemplo – a integração em 2020 da TAF no grupo Astre (Associação dos Transportadores Europeus na forma de sociedade cooperativa) tem-se revelado benéfica nestes tempos adversos, pela partilha de ideias e soluções”.

Instalações actuais dos Transportes Antunes Figueiras, em Matos da Ranha (Vermoil – Pombal)

*PUBLIREPORTAGEM publicada na edição impressa de 12 de Janeiro