Dia Mundial do Doente com Alzheimer – Vivências emocionais de cuidadores profissionais e familiares

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Daniel Martins

Assinala-se hoje o Dia Mundial da Pessoa com Doença de Alzheimer (DA). Estima-se que, em Portugal existam cerca de 182 mil pessoas com demência e a perspectiva é que o número duplique nas próximas duas décadas.
Os doentes de Alzheimer exigem um apoio especializado e pleno dos cuidadores porque regra geral, tornam-se totalmente dependentes. Neste sentido, o papel do cuidador no acompanhamento de uma pessoa com DA, é de extrema importância; pela exigência que produz, poderá ter um impacto negativo na sua saúde física, emocional, nas suas rotinas diárias e na sua vida social. Muitas pessoas abandonam os seus empregos/ocupações, deixam de viver as suas próprias vidas, dormem pouco, isolam-se e ficam mais propensos ao desenvolvimento de sintomas depressivos (humor deprimido, perda de interesse e prazer, energia reduzida).
Descrevo algumas estratégias para melhorar/promover o seu bem-estar físico e emocional: Não se isole, mantenha um contacto frequente com os seus familiares/amigos, faça atividades que sejam do seu agrado em grupo; Saiba reconhecer os seus limites, para não cair em sentimentos de frustração, cansaço e culpa; Peça ajuda, todos precisamos de ajuda e isso não faz de si um pior cuidador; Mantenha os seus hobbies, procure manter as actividades que mais gosta, pois estas proporcionam um sentimento de bem-estar e harmonia; Tenha uma boa alimentação, lembre-se que o papel de cuidador requer muita energia e por isso uma boa alimentação e hidratação é fundamental; Procure fazer exercício físico regular, ajuda no bem-estar físico e emocional, mas também na melhoria do padrão de sono e na diminuição do cansaço (a caminhada é uma actividade óptima para realizar); Tenha tempo para si, tente organizar a sua semana de modo a que possa tirar todos os dias um tempo para si, para se cuidar, para sorrir e dar a oportunidade de oferecer um pequeno “mimo” a si próprio.

NOTA: um cuidador que não é capaz de cuidar de sim mesmo, não tem condições de cuidar de uma pessoa com DA.

Daniel Martins
Psicólogo/Neuropsicólogo