Projecto fotográfico quer reavivar concelho

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“Trazer ao concelho de Pombal um pouco mais de cultura fotográfica”, “criar unidade entre os amantes de fotografia” e “reavivar memórias antigas” são três dos principais objectivos do Clube de Fotografia de Pombal. Apresentado no passado dia 24 por Jorge Ferreira, o grupo que nasceu no facebook promete continuar a somar novos membros. Neste momento conta com mais de 300.

“A ideia de criar um clube de fotografia partiu da minha experiência pessoal, da observação de que a fotografia tem de estar englobada nos eventos da cidade”, referiu Jorge Ferreira, 31 anos. O técnico de audiovisuais acredita que “apesar de a imagem estar presente em tudo, está um pouco descuidada enquanto forma de arte”.

Foi por isso que pensou na possibilidade de criar um clube de fotografia para todas as pessoas que gostam desta forma de arte. Mais do que dar formações teóricas, pretende-se que os membros do clube saibam fotografar na prática. “Como era frequente haver clubes para tudo, achei interessante formar um grupo que juntasse as pessoas com o mesmo fim, que partilhassem as suas experiências”, explicou o mentor do projecto.

Tudo começou com a criação de um grupo no facebook com o intuito de saber qual era a adesão do público ao clube de fotografia. “Inicialmente adicionei os meus amigos, mas aos poucos vão aparecendo pessoas novas, que se revelam grandes talentos no concelho de Pombal. Há pessoas que são da área e que sabem muito de fotografia”, declarou Jorge Ferreira.

A partir daí pretende-se criar unidade: “encontrar as pessoas e fazer com elas um trabalho”. Afinal este é um projecto que “está aberto a toda a gente desde que goste de fotografia”. Além de tirar fotografias, as pessoas podem “participar no grupo para partilhar livros, organizar visitas a outros concelhos e convidar outros fotógrafos a expôr”, aclarou o organizador.

O grupo ainda não dispõe de uma sede física mas já se planificam planos para o futuro, entre os quais, despender uma hora, em horário pós-laboral, para juntar os participantes. “O futuro é pensar um pouco mais de forma comunitária. Temos de pensar em sermos menos desligados do resto e participarmos mais na nossa comunidade”. Para isso é necessário “pensar que os nossos projectos podem ter um impacto positivo na microeconomia da nossa região”, finalizou Jorge Ferreira.

Ana Isabel Mendes

Notícia publicada na edição nº49, de 05 de Fevereiro