Falta de auxiliares põe em causa arranque normal do ano lectivo

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A falta de assistentes operacionais poderá colocar em causa o “normal arranque do ano lectivo” uma vez que “não estão reunidas as condições de segurança para os edifícios escolares poderem funcionar.” O alerta é do director do Agrupamento de Escolas de Pombal que gere 17 estabelecimentos de ensino, do pré-escolar ao secundário.
O alerta foi enviado, no início de Maio, ao secretário de Estado da Educação e, mais recentemente, à delegação regional do Centro da Direcção Geral dos Estabelecimentos Escolares.
Fernando Mota refere-se à necessidade de o Agrupamento contratar “com carácter de urgência”, no mínimo, 11 Assistentes Operacionais para “assegurar o normal funcionamento das escolas deste Agrupamento e a segurança dos alunos.”
Na comunicação, à qual o nosso jornal teve acesso, o docente recorda a exposição transmitida a 8 de Maio ao secretário de Estado da Educação alertando-o para o “grave problema de falta de Assistentes Operacionais” não tendo havido “qualquer solução”, o que “criará graves problemas no arranque do novo ano lectivo” naquele Agrupamento de Escolas.
Segundo Fernando Mota, apesar da autorização para abertura de concurso para recrutamento de três postos de trabalho, a instituição de ensino viu-se confrontada com a cessação de sete contratos de trabalho, a tempo parcial, a 21 de Julho, estando previstas mais três cessões de contrato a 31 de Agosto. A estas situações juntam-se um falecimento, uma aposentação desde 31 de Dezembro de 2018 e mais dois pedidos de aposentação/ reforma.
“No início do ano lectivo, deixarão de prestar serviço 14 Assistentes Operacionais e entrarão três – nunca antes de início de Outubro devido à complexidade concursal -, num défice de 11 Assistentes Operacionais”, frisa.
O director do Agrupamento de Escolas de Pombal encaminhou o seu alerta à Câmara Municipal, que na sua última reunião, realizada na passada sexta-feira, subscreveu as preocupações. “Também o município irá fazer um apelo” junto da Delegada Regional e do próprio Ministério da Educação, garantiu Ana Maria Cabral, a vereadora com o pelouro da Educação.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.