Agricultores querem solidariedade da Câmara contra os javalis

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Uma delegação de agricultores esteve reunida, na segunda-feira, dia 17, com o presidente da Câmara Municipal de Pombal para solicitar a sua intervenção junto do Governo de forma a pôr fim aos ataques dos javalis nas culturas. Os “homens da terra” entregaram ao presidente da autarquia, Diogo Mateus, uma carta onde enumeram as perdas que têm sofrido provocadas pela destruição de culturas por javalis.
O presidente da União de Agricultores do Distrito de Leiria (UADL), António Ferraria, explicou que se trata de “uma situação insustentável para os agricultores. Semeamos as culturas e depois são destruídas pelos javalis, que passaram a estar mais próximo das populações, depois das queimadas na floresta.”
Segundo o presidente da UADL, Diogo Mateus demonstrou “solidariedade” e referiu que “já tinha efectuado algumas ‘démarches’ junto do Governo”, e que, agora, “vai reforçar” a sua intervenção.
António Ferraria revelou ainda que abordou o ministro da Agricultura, em Santarém, e que lhe expôs o problema: “Disse que têm de fazer um despacho, até por causa da peste suína, que já chegou aos javalis”. O objectivo dos agricultores é o de que o Governo “autorize a associação de caçadores a abater os javalis” e que apoie financeiramente os agricultores pelos prejuízos causados com a perda das culturas da agricultura familiar, local e regional.
“Iremos fazer algumas reuniões nas freguesias e com as autarquias da região. A próxima será com o presidente do Município de Ansião. Não vamos parar até que sejam tomadas medidas. Não são só os agricultores a serem prejudicados, como a produção nacional”, alertou.
Por sua vez, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), que apoia aquela luta, recorda que as populações de javalis “estão fora do controlo e invadem as explorações agrícolas e até florestais que muitas vezes destroem”, provocando, assim, “pesados prejuízos aos agricultores a pontos de muitos deles terem mesmo que deixar de produzir.”
“Os agricultores e a CNA reclamam, entre outras medidas, que o Ministério da Agricultura e o Governo atribuam indemnizações por tais prejuízos”, refere aquela organização, esperando que a Câmara de Pombal “saiba atribuir apoios específicos aos agricultores em causa, designadamente para que estes possam realizar algumas iniciativas de proposta e reclamação.”
Antes da deslocação aos Paços do Concelho, a delegação esteve no mercado municipal em contactos com agricultores e população, sensibilizando-os para aquela problemática.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.