Subida do nível do mar põe em risco aldeias do Louriçal

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Um estudo científico, divulgado recentemente, prevê que algumas aldeias da freguesia do Louriçal possam estar ameaçadas pela subida do nível do mar até 2050. A região em causa, localizada no limite do concelho com o de Soure, distrito de Coimbra, está pintada de vermelho num mapa elaborado pela Organização Não Governamental (ONG) Climate Central.
A investigação, publicada na revista científica “Nature Communications”, aponta aquela freguesia, sobretudo as localidades de Casal da Rola, Casais do Porto e Valarinho, como a região mais vulnerável. Aliás, uma zona abrangida pela ribeira do Pranto, que, segundo algumas pessoas mais antigas, se lembram de ficar inundada devido às cheias que afectavam a região do Baixo Mondego.
Apesar de as previsões sobre a subida do nível dos oceanos não terem mudado, foram agora identificadas, em todo o mundo, “muito mais pessoas a viverem em regiões vulneráveis”. Isto porque os cientistas corrigiram e aprimoraram dados existentes sobre o relevo das zonas costeiras usando um algoritmo de inteligência artificial, como explicou um dos autores do estudo e presidente da ONG Climate Central, Ben Strauss, citado pela AFP.
Segundo os autores da investigação, os dados fornecidos pela agência espacial norte-americana NASA, que permitiram cartografar 95% da superfície da Terra, podem ter margens de erro.
Desde 2006 que o nível das águas sobe em média cerca de quatro milímetros por ano, uma cifra que pode ser multiplicada por 100 se as emissões de gases com efeito de estufa continuarem inalteradas, de acordo com um relatório divulgado em Setembro pelo Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, que integra membros da ONU.
Se o aumento da temperatura global for limitado a 2ºC acima dos valores médios da era pré-industrial, conforme prevê o Acordo de Paris sobre alterações climáticas, de 2015, o nível dos oceanos subirá cerca de 50 centímetros até 2100.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.