Transportes foram a maior dificuldade no arranque do ano lectivo

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O presidente da Câmara Municipal de Pombal, Diogo Mateus, realizou ontem (quinta-feira) uma visita aos centros escolares de Vieirinhos (Carriço) e Albergaria dos Doze, edifícios onde foram realizadas obras de conservação e beneficiação, num investimento global superior a 190 mil euros.
Com esta acção, acompanhada dos vereadores Pedro Murtinho e Ana Cabral, o executivo pretendeu, de igual modo, assinalar o arranque do ano lectivo no concelho.
Em Albergaria dos Doze, e no final da visita ao centro escolar, Diogo Mateus considerou que os objectivos definidos para que as escolas estivessem preparadas para receber os alunos neste arranque de ano lectivo foram atingidos. “Há questões muito pontuais, que não dificultam o arranque do ano lectivo”, mas o presidente da Câmara não tem dúvidas que “o grande esforço, este ano, eram as matérias de prevenção do Covid, que nos obrigava a ter um conjunto de procedimentos, de equipamentos, de práticas, de divisão de espaços, muito articulados com os agrupamentos, com as direcções das escolas e com os professores, auxiliares e educadores”. E isso, considera o edil, foi genericamente bem atingido, ainda que reconheça que nas escolas com “mais espaço” seja “bastante mais fácil” fazer as necessárias adaptações.

Ao invés disso, Diogo Mateus considera que a maior dificuldade, neste regresso às aulas presenciais, se prende com os transportes escolares, “por força daquilo que constituiu o tempo que houve disponível entre a comunicação definitiva dos horários dos vários agrupamentos (2º e 3º ciclo e secundário), as respostas dos operadores e a capacidade de operarem no respectivo dia”.
Falhas que o presidente da Câmara acredita que serão ultrapassadas rapidamente, na expectativa de que na próxima segunda-feira “esteja tudo a funcionar a 100 por cento”.
“De resto, foi agradável sentir os miúdos no ambiente escolar, onde já não estavam há seis meses, o entusiasmo dos professores e educadores e, de um modo geral, os espaços estarem aptos para receber as crianças em segurança, com conforto e com a expectativa de que possa correr da melhor forma possível”, afirmou o autarca.
Sobre os ajuntamentos verificados à entrada de algumas escolas, no primeiro de aulas, Diogo Mateus diz que essas situações se devem à “verificação das condições de higiene com os cuidados primários de higiene que as crianças têm de ter à entrada das escolas”, salientando que esse “é um trabalho organizado pelos agrupamentos e pelas escolas”.´
Contudo, “se se verificar que uma pessoa apenas a fazer essa tarefa, no período da manhã, é insuficiente, acho que deve ser duplicado ou triplicado, de maneira a que essa possibilidade exista”. Além disso, “pode-se abrir mais portas e ter mais capacidade, porque isso evita que haja tantos ajuntamentos”, reconhece o autarca.
“Se temos duas portas de entrada num determinado estabelecimento, não faz sentido que só se use uma, até porque os auxiliares que estão dentro da escola só são precisos dentro da escola quando os alunos entrarem todos”, conclui.