Janeiro tem sido sinónimo de encontros de teatro em Pombal. Este ano não é excepção. Nos dias 9, 10 e 11, há teatro para ver no Teatro-Cine de Pombal e é o público que decide o custo da entrada. O Teatro Amador de Pombal (TAP) organiza mais um Encontro de Teatro, já na sua 13ª edição, que desta vez dá também o pontapé de saída para um ano especial, em que o grupo pombalense celebra o seu 50º aniversário.
Na sua extensa actividade, o TAP palmilha muitos quilómetros por este país fora (incluindo as ilhas). Dessas viagens, além da partilha cultural, estabelecem-se amizades e até parcerias. O Encontro de Teatro surgiu meio a brincar, como uma forma de mostrar ao público pombalense o trabalho que algumas dessas companhias amigas fazem nas suas terras, mas foi-se cimentando e, em 2026, tem já a sua 13ª edição. Humberto Pinto, do TAP, realça que os espectáculos que podem ser vistos no fim-de-semana abordam, todos eles, temas bastante pertinentes e actuais. Só por isso, já merecem uma ida ao Teatro-Cine.

Nesta edição, o Encontro arranca na sexta-feira, dia 9, às 21h30, com o Teatro Artístico Mondinense, de Mondim de Basto, em estreia em Pombal, a apresentar “Três Marias”. Trata-se de uma comédia em que três mulheres portuguesas, de gerações diferentes, cruzam-se numa empresa de limpezas na Suíça, sendo que as mulheres são interpretadas por homens. Na noite seguinte é a vez da Contacto – Companhia de Teatro Água Corrente de Ovar mostrar “Um Inimigo do Povo”, apresentando-se também pela primeira vez na cidade. A peça conta a história de um médico que descobre que a água da estância termal da cidade está contaminada, sendo perseguido pela população que quer manter a sua fonte de riqueza. Sobe ao palco do Teatro-Cine também às 21h30. Por último, no dia 11 às 17h, a AJIDANHA, de Idanha-a-Nova, já várias vezes presente nesta iniciativa, apresenta “O Torcicolo”, uma “alegoria do desvio, uma tragédia geométrica e um exercício físico sobre a arte de não alinhar”.
Na conferência de imprensa de apresentação, a vereadora Ana Carolina Jesus sublinhou que o TAP é um exemplo, destacando a forma como fazem acontecer várias dinâmicas no concelho. Destacou também o facto das peças que compõem este encontro trazerem mensagens, até mesmo políticas. Também Paulo Rodrigues, vogal da Junta de Freguesia de Pombal, entende que as “as peças são desafiantes”. Lembrou que “a Cultura junta as pessoas” e que, se esta é já a 13ª edição do Encontro, é porque este funciona.
Quanto aos bilhetes, o modelo seguido é em tudo igual ao do ano passado. O acesso é livre, sendo o espectador quem define o preço do bilhete, de acordo com as suas expectativas e possibilidades.








































