David Capitão lança segundo livro

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No Domingo, dia 4 de Maio, a Associação Recreativa e Cultural dos Helenos (ARECULHE) comemorou o seu 17º aniversário com

o seu habitual almoço e a sede da colectividade foi o local escolhido para o lançamento do segundo livro de David Capitão.

O presidente da colectividade, Ricardo Gomes, explicou que a ocasião serviu ainda para enaltecer publicamente aquela que foi a professora primária do autor, Emília Ramos Barbosa, com 82 anos: “Em conjunto com antigos colegas de escola, resolveram prestar uma homenagem à professora da Escola Primária de Água Formosa”.

Depois do almoço comemorativo, seguiu-se a apresentação da obra, que segundo o autor trata “exclusivamente da origem da minha família”. “Tentei saber qual era a origem do apelido Capitão, procurei no arquivo distrital e não cheguei a nenhuma conclusão”, explica, avançando que foi necessária uma investigação intensa para concluir que foi com o casamento do seu bisavô, em 1884, que o nome surgiu. Para entender a sua família, David Capitão recua até ao período entre 1807 e 1811, descrevendo “o modo de alguns trabalhos das gentes da aldeia” e recordando “um pequeno resumo dos massacres das pessoas dessas aldeias e cidades, levadas a cabo pelas tropas invasoras a mando do então Imperador francês, Napoleão Bonaparte”. Em termos históricos, ainda é possível ler sobre a “pneumónica do ano de 1918”, por exemplo. Com o trabalho desenvolvido, o natural de Helenos afirma no prefácio desejar “ter chegado ao ponto essencial para proporcionar a discussão entre os mais interessados sobre esta matéria”, para que esta não seja esquecida ou perdida no tempo. “Relato a biografia dos elementos mais próximos desta família com os argumentos sabidos e possíveis”, explica. Aos dados, juntam-se datas de nascimento, casamentos e óbitos, numa recolha de informação que “pode não ter empenho para as pessoas não pertencentes a esta família mas julgo ser do agrado dos que a ela pertencem e em especial para os nossos vindouros”.