ALVAIÁZERE | Novas empresas travam desertificação do concelho

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A plataforma empresarial Alvaiázere+ inaugurou no Dia do Município, 13 de Junho, a segunda incubadora de negócios. Uma necessidade sentida depois de a primeira incubadora deixar de ter capacidade para acolher mais projectos empresariais. Segundo a Câmara de Alvaiázere, a primeira incubadora de empresas já está lotada, pelo que o Município sentiu necessidade de avançar para um novo espaço. Em quatro anos, a área empresarial do concelho duplicou: “Investimos na qualidade de vida de quem vem para cá trabalhar. A verdade é que está a resultar”, disse a presidente da Câmara, Célia Marques.

A nova incubadora contém laboratórios, salas de formação, de reuniões e de ‘cowork’, um auditório e capacidade para acolher cerca de 50 postos de trabalho das empresas que a forem ocupar.

Segundo o Município, este pólo tem também uma “característica invulgar”, já que integra uma pequena unidade hoteleira para hospedar investidores ou empresários de passagem pelo concelho, formadores ou investigadores na área das ciências empresariais que queiram fazer em Alvaiázere os seus estudos de caso. São dois quartos duplos, mais duas camaratas de dez pessoas cada, num total de 24 camas.

A plataforma empresarial Alvaiázere+, onde se situam as incubadoras de negócios, apresenta o segundo pólo, onde já está instalada uma empresa que, “pelo rápido crescimento que registou nos últimos meses, está a preparar a transferência para o quarto parque industrial do concelho, aberto há um ano”, recorda a Câmara. Trata-se da Bio Green Woods, uma empresa especializada na fileira da floresta, responsável pela produção sustentável de carvão verde, 100% ecológico. Com mais de 20 trabalhadores, cinco dos quais atualmente instalados na incubadora, a empresa precisa de mais espaço para instalar novos laboratórios. “Ir-se-á, por isso, mudar em breve para o mais recente parque industrial de Alvaiázere, instalado desde 2019 junto ao nó da A13”, informa o Município.

Com 16 empresas instaladas e 72 postos de trabalho criados, o primeiro pólo da incubadora deixou de ter capacidade para acolher mais projectos empresariais. “A instalação de empresas no concelho tem sido o travão ao decréscimo de população nesta zona do interior. Por isso, temos orientado as políticas municipais para tornar este território mais atractivo para a actividade empresarial, investindo na qualidade dos equipamentos de educação, de saúde, desportivos, na recuperação do património”, destacou Célia Marques.

O responsável pelos Territórios Criativos, a empresa de consultadoria e apoio ao empreendedorismo que gere a plataforma Alvaiázere+, Luís Matos Martins, adianta que o “investimento que o Município tem feito para atrair empresas e fomentar o empreendedorismo em Alvaiázere está a ter óptimos resultados”.

“Ao fomentar o empreendedorismo, está a fazer crescer o emprego na região e a aumentar a geração de riqueza neste território. Sinal disso são os espaços empresariais do concelho estarem a crescer sustentadamente, com um ritmo de abertura de um novo parque industrial ou de uma nova incubadora por ano”, destacou.

Para Luís Matos Martins, o principal objetivo da abertura da nova incubadora é “continuar a implementar nos novos projetos nascidos no concelho as melhores práticas a nível nacional no que toca ao empreendedorismo e à actividade empresarial”, alargando a oferta existente.

“Iremos lançar um plano de atividades focado na promoção de sinergias entre o tecido empresarial já existente, os novos empreendedores e a comunidade local”, informou ainda Luís Matos Martins. Segundo explicou, “este programa será composto por conferências, por acções de mentoria com convidados nacionais e internacionais, por sessões de formação e por um programa de aceleração de empresas”.