A portugalidade mora na Mercearia da Praça

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Com um toque ‘retro’ a fazer lembrar as mais antigas memórias de um saudoso Portugal, a Mercearia da Praça abriu portas no passado dia 25 de Julho, numa das lojas criadas no âmbito do Porta Aberta, um programa de incentivo ao arrendamento comercial a jovens na zona histórica da cidade.

Para comprar um presente único, para degustar um sabor especial, para perder a cabeça com a indecisão que tantos artigos bonitos fazem nascer ou simplesmente para um bom petisco, o estabelecimento de Ana Maria Carvalho é o ideal. É dela o sorriso por trás do balcão e do conceito, que visa oferecer “produtos portugueses, regionais e não só”. Ali, o cliente pode comprar conservas nacionais, queijo, chouriças ou presunto e até comer no momento, acompanhando com um vinho verde fresquinho ou um tinto. “Já houve quem comprasse queijo e compota para lanchar ao balcão”, pronto a receber quem não quiser esperar para provar em casa. É em pormenores como esse que se constata que nada foi deixado ao acaso, mas nem só de pitéu se faz uma mercearia à moda antiga: há verdadeiros tesouros para descobrir. Basta passar os olhos pelas prateleiras para que nos percamos com os produtos da Oficina dos Doces, da Amor de Biscoito, da Oficina dos Aromas ou da Confeitaria do Vale. Dos biscoitos do Louriçal aos patês, passando pelos snacks salgados, sabonetes artesanais ou os famosos Confiança, são muitos os produtos de fabrico nacional que devem a sua antiguidade à qualidade que os caracteriza e os torna reconhecidos para lá das fronteiras. Muitos mantiveram as embalagens clássicas e entre tanta variedade ainda há lugar para “produtos premiados” como azeites ou vinhos. Além dos chás ou dos potes de mel, podemos honrar a tradição com as embalagens icónicas da Farinha 33 ou sentir um toque de modernidade ao experimentar o sal líquido.

Desde que abriu, a Mercearia da Praça tem recebido a visita de muitas “pessoas, que gostam da decoração, dizem que acham diferente. Muitas vezes entram para ver e acabam por comprar qualquer coisa”, conta Ana Maria. Quanto ao futuro, diz que “gostava de continuar aqui, que o negócio crescesse e que as pessoas aderissem”. É por isso que pretende manter a aposta em “produtos bons. A maior parte deles não são produzidos em fábricas, mas em casas particulares, de forma artesanal”, refere. Além da vasta oferta com que já conta, a Mercearia da Praça vai introduzir a venda de produtos secos regionais, como feijão, milho, nozes ou pinhões. Saiba mais em facebook.com/Mercearia-da-Praça.