Preços competitivos tornaram FDuro supermercado de referência

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Há sete anos, Frederico Durou deixou para trás a área da informática e assumiu as rédeas do negócio de família. Imprimiu-lhe uma nova dinâmica mas também uma nova marca: FDuro. No primeiro dia de Outubro, assinalou mais um ano de vida com um desafio pela frente: tentar manter os preços, numa altura em que os consumidores fazem contas à vida.

 

Frederico Duro com a esposa, Hélia Pedrosa, proprietários do espaço

O antigo café e mini-mercado Hilário (nome do pai de Frederico) adaptou-se às novas exigências dos consumidores e encetou um processo de crescimento que faz hoje dele uma referência no comércio a retalho, muito para lá das fronteiras da pequena aldeia da Roussa, na freguesia de Pombal.
Os 120 m2 da pequena mercearia, criada há 45 anos pelos pais de Frederico, deram lugar ao supermercado FDuro, com 240m2, onde se inclui ainda uma área de cafetaria. Ao longo destes sete anos sob a gerência de Frederico, feitos no primeiro dia de Outubro, manteve a essência do comércio tradicional e de proximidade, mas remodelou-se para melhor servir os clientes. No período da pandemia, e com as restrições impostas à circulação, o empresário aproveitou para fazer obras, aumentando a área disponível, o que permitiu, ao mesmo tempo, alargar ainda mais a oferta de produtos.
A par da aposta nesta crescente diversificação, é na chancela da relação qualidade/preço que o supermercado tem a sua marca diferenciadora. “Temos clientes que vêm de Pombal aqui”, conta aquele responsável, para evidenciar que o preço é o factor primordial nesta escolha, seguido do atendimento personalizado. “95 por cento das pessoas aqui à volta são nossas clientes”, isto porque “há produtos que conseguimos ter a preços mais baixos do que as grandes superfícies”. O segredo está na “nossa capacidade negocial”, o que faz, por exemplo, com que nas massas e leites “tenhamos os melhores preços”, mas não só. “Em cerca de 90 por cento dos artigos, temos preços competitivos”, frisa. A única excepção são os frescos, mas, aqui, o argumento da qualidade fala mais alto. “Compramos directamente a produtores e que sejam certificados”, assim como “aos maiores importadores nacionais”. “O meu objectivo é vender sempre mais barato, mas se não o conseguir, o meu cliente já sabe que é porque também paguei mais por ser um produto melhor”, ressalva o empresário.

Mercearia, garrafeira, padaria
Para além da secção de mercearia, onde se destacam os frescos de excelência, a aposta na secção de padaria deu um novo “boom” ao negócio. “O pão tem sido um sucesso”, afirma Frederico Duro. “Temos sempre pão fresco e com três fornadas ao dia, de tal modo que há já clientes que encomendam pão para o horário que mais lhes convém”.
As obras de remodelação do espaço mantiveram a secção de cafetaria que, desde então, tem uma área mais pequena. Em contrapartida, o empresário optou por remodelar a esplanada, agora fechada, aumentando o número de lugares sentados no exterior, com espaço para fumadores e não fumadores. “Queria abandonar o conceito de café tradicional e a covid-19 veio antecipar isso”, revela aquele responsável.
Aos cartões-de-visita já mencionados acresce também a secção de garrafeira. O supermercado tem feito uma “grande aposta em vinhos, ao ponto de termos já clientes fiéis, graças ao nosso sortido e preço”. Na garrafeira encontra-se também um vinho de marca própria (FDuro), onde sobressai a boa relação qualidade/preço. “É um vinho acessível, de entrada de gama”, e que tem merecido o elogio dos clientes.
Tabacos, rações, adubos e gás destacam-se, ainda, na oferta do supermercado que é, também, agente pay shop. Desde 2017, integra a rede “Aqui é Fresco”.
Aberto de segunda a sexta, das 07h30 às 20h00, o supermercado FDuro está também aberto aos sábados, das 07h30 às 18h00. Aos domingos, as portas abrem às 08h30 e encerram às 12h00. Até agora, o espaço encerrava uma segunda-feira por mês, mas a partir de Janeiro passa a encerrar sempre às segundas-feiras.
Em mês de aniversário, Frederico Duro diz que a melhor prenda que pode dar aos 300/350 clientes habituais é “tentar manter os preços o mais tempo possível”, o que, nesta altura, “é um desafio enorme”.

*Notícia publicada na edição impressa de 13 de Outubro