Município quer conhecer ‘negócio’ entre Caixa Agrícola e Adepombal

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O Município de Pombal pretende conhecer os “termos de negócio” entre a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Pombal e a Adepombal – Adega Cooperativa de Pombal, tratando-se de um património doado pelo próprio município. Para o efeito, o executivo municipal intentou uma acção judicial que já deu entrada no Juízo Central Cível do Tribunal Judicial da Comarca de Leiria.
Em declarações ao Pombal Jornal, o presidente da Câmara de Pombal esclareceu que a acção pretende “conhecer os termos da compra” por parte da Caixa Agrícola dos terrenos que o município doou à cooperativa para o fim específico de ali construir as suas instalações, junto ao Parque Industrial Manuel da Mota.
“A informação de que disponho é que a Caixa tenha comprado o imóvel”, mas desconhece a quem e de que forma, adiantando que “o objecto social dos bancos não é a compra e venda de imóveis”. “Se um banco actua no mercado como uma imobiliária alguma coisa pode não estar bem”, disse.
O autarca realça que o terreno foi doado à Adega Cooperativa para um fim específico, pelo que se existe a intenção de ser alterado a sua propriedade ou o seu fim devia ser do conhecimento do próprio município. “A entidade municipal vai ter de actuar em dupla componente: como entidade doadora e como entidade licenciadora”, explica, frisando que ao haver uma alteração de loteamento e de finalidade, a mesma terá de ser apreciada à Assembleia Municipal e “parece haver toda a importância que haja uma clarificação”.
Diogo Mateus acrescenta que já reuniu com os dirigentes da instituição bancária e com o interessado comprador, não tenho ficado devidamente esclarecido. “Isto não é património qualquer, é um património que o município ofereceu para uma finalidade específica”.
“Fiquei um bocadinho desagradado porque a Caixa não devia ter actuado desta forma sem articular com a Câmara”, frisa.
Recorde-se que a Adepombal – Adega Cooperativa de Pombal “abandonou” a sua actividade há cerca de uma dezena de anos, quando era dirigida por Rui Benzinho, apresentando uma situação difícil em termos económicos e financeiros, nunca se ter conseguido recuperado ou revitalizado.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.