DGS emite recomendações para funerais de infectados com Covid-19

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Segundo as orientações da Direcção-Geral de Saúde (DGS), algumas agências funerárias definiram um plano de contingência com a definição de “medidas preventivas para evitar a transmissão/ contracção do Covid-19 na comunidade”.
A agência funéria A Pombalense definiu que a “recolha e reconhecimento de cadáveres feitas só por familiar directo (quando assim o obriga)”, sendo aconselhável a “urna encerradas” e a não colocação de urna em câmara ardente, suspendo velórios.
A agência funerária aconselha evitar a entrega de sentimentos por meio de abraços, beijos ou aperto de mão, bem como aglomerados de pessoas. São canceladas as celebrações, como as missas do 7º dia e outras.
Entretanto, a Direcção-Geral de Saúde emitiu uma norma sobre cuidados “post-mortem” com cadáveres de pessoas infectadas com o Covid-19, recomendando a cremação dos corpos e determinando, em caso de enterro, que o caixão não seja aberto.
A norma emite um conjunto de orientações para os profissionais que têm que lidar com os cadáveres de doentes que morram com Covid-19, ou quando mesmo sem confirmação suspeitem que tenha sido essa a causa da morte, devendo neste último caso ser colhidas amostras biológicas antes do envio do corpo para a casa mortuária, que serão depois submetidas a análise.
Todos os dispositivos e materiais usados no tratamento devem ser retirados do corpo, descartados para os seus contentores específicos e o cadáver deve ser deixado limpo e seco, desinfectando orifícios e tamponando orifícios para impedir riscos de saída de fluidos.
“É essencial que os profissionais que realizam os funerais e todos os outros envolvidos no manuseio do corpo, sejam informados sobre o risco potencial de infecção, incluindo os familiares”, lê-se na norma, que obriga a diminuir a acumulação de cadáveres e proíbe o embalsamamento.
Ainda que não seja obrigatório, a DGS refere que os cadáveres devem, “de preferência” ser cremados, mas quando isso não aconteça os corpos, que devem sempre ser embalados em sacos impermeáveis, ficam em caixão fechado, estando as famílias também proibidas de os abrir.

*Notícia publicada na edição impressa de 19 de Março

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.