Alunos e professores foram a Cabo Verde para reabilitar escola

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Alunos e professores na escola do Mindelo

Um grupo de três dezenas de voluntários de Pombal, na sua maioria alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Pombal, estiveram em Mindelo (Cabo Verde) para um intercâmbio cultural e humanitário, tendo reabilitado uma sala de leitura e uma outra de expressão artística no polo escolar da Segunda Companhia.
O projecto “Nha Cretcheu Pombal Mindelo” foi a “concretização de um sonho” de se realizar uma acção humanitária num dos países africanos, com a escolha final a recair naquela cidade de Cabo Verde, explicou a professora Isabel Vicente.
A ideia surgiu no âmbito de um projecto académico da professora Sofia Santos, que foi imediatamente abraçado pelo Agrupamento de Escolas, no âmbito do “Comboio da Memória”, projecto de ensino e memória do Holocausto promovido pelo Clube dos Direitos Humanos, e pelo “Young Volum Team”, projecto de incentivo ao voluntariado jovem.
“Foi uma conjugação de sonhos com um resultado simplesmente fabuloso e os nossos alunos foram incansáveis”, explicou aos jornalistas Isabel Vicente, para quem este trabalho, que permitiu transformar uma antiga sala num espaço de leitura e expressão artística para os alunos da Escola Segunda Companhia, instalada num antigo edifício militar.
Para a realização do projecto “Nha Cretcheu Pombal-Mindelo”, os alunos e professores iniciaram em Outubro do ano passado, um vasto conjunto de campanhas, entre as quais de workshops de costura e de angariação de materiais escolares, com destino a Cabo Verde.
Parte deste produto, mas concretamente 505 quilos de material escolar, segundo a professora, foi enviada em Janeiro através da Marinha Portuguesa e levaram depois consigo, a 29 de Junho, mais 770 quilos, tanto para São Vicente, como para Santo Antão.
“Tornou-se num lugar incrível, que hoje parece outro espaço”, disse Isabel Vicente, referindo ao projecto de reabilitação feito em apenas uma semana.
Já o responsável do Polo Escolar de Segunda Companhia, Eduardo Fernandes, assegurou sentir uma “satisfação imensa” pelo trabalho feito naquela “escola com história, mas muitas vezes rotulada”. “Para além de estar [o espaço] com cara nova é um espírito novo, é algo que preservado pode contribuir para um homem melhor”, reforçou o responsável, adiantando ser uma “boa surpresa” para os alunos quando regressarem às aulas.
Para além da reabilitação daquelas duas salas, os voluntários realizaram ainda obras de melhoria dos espaços exteriores da escola, proporcionando melhores condições para as actividades recreativas e desportivas das mais de 350 crianças que frequentam aquele estabelecimento de ensino.
A comitiva pombalense foi constituída por 26 pessoas, incluindo alunos, professores e encarregados de educação, que consideraram ser uma “experiência espectacular”, tal como a aluna Eva Jesus, que disse ter deitado por terra o receio tido no início, de ir para Cabo Verde por um “país diferente” e que não sabiam como iam ser aceites.
“Fomos aceites de braços abertos e foi sempre uma química muito grande entre o grupo todo. Adorei o projecto e se pudesse ficar aqui mais uma semaninha ficava e reconstruia mais alguma coisa”, assegurou a jovem estudante, que concretizou um “sonho de fazer voluntariado e trabalho comunitário”.

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.