Terras de Sicó cria rede das Aldeias do Calcário para promover turismo

0
852

A associação de desenvolvimento Terras de Sicó vai criar a rede das Aldeias do Calcário para valorizar o território e potenciar o turismo. A medida insere-se no plano de actividades aprovado, recentemente, pelos seis municípios que integram a associação: Alvaiázere, Ansião, Condeixa-a-Nova, Penela, Pombal e Soure. Um território unido pela Serra de Sicó e com uma área aproximada de 1.500 quilómetros quadrados.
“Sendo o calcário uma referência comum aos seis concelhos e as construções em calcário uma das outras referências, achámos como algo estratégico para o futuro desta região, que tem outras valências, mas esta não está devidamente explorada, constituir esta rede como forma de valorização desse património único e como forma de união e de promoção turística e cultural dessas aldeias”, afirmou Nuno Moita, presidente da direcção da Terras de Sicó.
Segundo aquele autarca de Condeixa-a-Nova, numa primeira fase o projecto engloba uma aldeia por cada um dos concelhos da Terras de Sicó: Casmilo (Condeixa-a-Nova), Chanca (Penela) e Cotas (Soure), no distrito de Coimbra; e Granja (Ansião), Poios (Pombal) e Ariques (Alvaiázere), distrito de Leiria. Outras seis aldeias foram seleccionadas numa segunda fase: Marques (Alvaiázere), Aljazede (Ansião), Poço (Condeixa-a-Nova), Aldeia do Ferrarias (Penela), Aldeia do Vale (Pombal) e Pombalinho (Soure).
“Este é um projecto que considero estratégico”, declarou Nuno Moita, destacando que “é a primeira vez que a Terras de Sicó faz um projecto nesta lógica de rede de aldeias”. O investimento previsto é na ordem dos 200 mil euros, repartido pelas seis câmaras e associação.
“Os municípios estão a concorrer a uma medida que a associação Terras de Sicó é gestora em termos de fundos comunitários e evidentemente não poderá ser ela a analisar esta candidatura”, referiu, remetendo esta decisão para o Programa de Desenvolvimento Rural no âmbito da medida de Renovação de Aldeias.
As aldeias vão ter uma unidade de apoio à visitação, feita em calcário, que serve como elemento identificador da integração na rede. À Terras de Sicó, com sede em Redinha, concelho de Pombal, caberá fazer o investimento de interligação territorial das aldeias, através de itinerários e sinalética, entre outros aspectos.
“Essas aldeias terão de ter áreas de reabilitação urbana no sentido de as regras de construção serem bem definidas, utilizando o calcário como factor distintivo para não perderem a sua característica e identidade”, esclareceu o responsável, realçando o papel dos particulares na valorização do seu património e das câmaras.
Acreditando que o projecto será iniciado este ano, Nuno Moita acrescentou que se segue depois a sua consolidação e alargamento a outras aldeias.

Partilhar
Artigo anteriorPombal acolhe palestra solidária que está a percorrer o país
Próximo artigoAnsião promove Feira dos Pinhões para prolongar tradição centenária
Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.