Nélia Domingues: “Acordei às 04h30 e percebi que a casa estava a ir pelos ares”

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O barulho começou ainda de madrugada. Primeiro o vento, forte e contínuo, a bater nas paredes. Depois os estalos secos do vidro a partir-se. Às 04h30 da manhã, Nélia Domingues acordou sobressaltada na casa onde vivia, numa aldeia da freguesia de Almagreira. Poucos minutos depois, o vento já estava dentro da habitação.

“Comecei a ouvir muito vento e depois barulhos: eram as vidraças da marquise a partir. Ao partir o vidro entrou o vento, levou o telhado da marquise e acabou por levantar todo o telhado da casa”, recorda.

Em poucos instantes, a tempestade Kristin transformou a casa num espaço aberto ao céu. Toda a estrutura do telhado foi projectada a cerca de 300 metros de distância, no meio do pinhal. A chuva começou imediatamente a cair dentro das divisões. “Eu vi logo que tinha ficado sem telhado e sem tectos”. Também o carro, estacionado no exterior, sofreu danos, “mas nisso já nem penso, porque na altura pensei que tinha ficado totalmente destruído por baixo dos escombros”.

Ana Laura Duarte

[Notícia completa na edição de 10 de Março de 2026]