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Nota 7 – Irresponsabilidade natalícia: Ainda a propósito do estado calamitoso a que chegamos no início deste ano no que respeita à pandemia e às consequências da mesma, julgo que todos temos a forte convicção de que colhemos em janeiro o que semeámos em dezembro, por ocasião das comemorações natalícias. Não se tratou somente das permissões dadas para a ceia e o almoço de Natal, mas sim de todos os convívios, deslocações e encontros que aqueles dias e semanas proporcionaram. Aqui é de elementar justiça realçar que o único político que pareceu não concordar com este facilitismo foi o Presidente da República. Pelo que, apesar de o governo ser o primeiro responsável pelo estado catastrófico a que chegamos nos meses de janeiro e fevereiro, toda a classe política é cúmplice do que se verificou, porque todos, sem exceção, preferiram embarcar na onda do “porreirismo” e ninguém teve coragem para dizer que o Natal não poderia ser justificação para se facilitar e arriscar.

Nota 8 – Ausência de mensagem para os comerciantes: Há praticamente um mês que a esmagadora maioria do comércio e serviços se encontram encerrados, sem que ainda existam previsões quanto à data da sua reabertura. Sistematicamente assistimos ao governo a tentar transmitir que está a procurar responder aos problemas deste setor, anunciando medidas, programas, apoios, etc… Contudo, a confusão é tanta que não se chega a perceber bem o que pode ser aplicado a cada caso concreto, sendo porventura esse o objetivo: confundir para subtrair. Sem prejuízo destes eventuais apoios e dos méritos dos mesmos, julgo que falta ao governo transmitir uma mensagem assertiva, confiável e revestida de esperança relativamente ao futuro pós-pandémico deste setor. São milhares de negócios, milhares de empresários, milhares de comerciantes e milhares de famílias que necessitam de ter hoje a certeza de que vale a pena aguentar e resistir a estes meses (ou a estes anos) porque o que virá a seguir será, indubitavelmente, melhor. Se não houver uma estratégia clara onde se garanta a este setor que depois da tempestade virá a bonança, a destruição da economia e a desertificação das nossas vilas e cidades será mais um (grande) problema a resolver a breve trecho.

Nota 18 – Padre João Paulo Vaz: “Há Pressa no ar” é o título do tema que foi escolhido para hino da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que vai decorrer em Lisboa no ano de 2023, e que vai contar com a presença do Papa Francisco e de cerca de um milhão de jovens, oriundos dos quatro cantos do Mundo. Um dos autores da música é o Pároco de Pombal, o Padre João Paulo Vaz, que foi o autor da letra. Conhecido pelos seus dotes musicais o Padre João Paulo deixa-nos a todos orgulhosos, por termos um embaixador de Pombal na primeira linha deste tão importante evento para a Igreja, para o País e para o Mundo.

Nota 18 – Almirante Silva Ribeiro: O Presidente da República reconduziu por mais dois anos o Almirante Silva Ribeiro, um filho de Pombal, como Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas. Para além de ser um orgulho para Pombal ter um dos seus o ocupar uma das principais figuras do Estado português, esse reconhecimento é ainda maior quando constatamos que o país reconhece no Almirante uma competência, um sentido de Estado, uma dedicação e uma sabedoria que, infelizmente, cada vez são mais raras, ao dia de hoje. Muitos sucessos Sr. Almirante!

João Antunes dos Santos, Advogado,
Deputado Municipal PSD e Presidente JSD Distrital Leiria
joao@antunesdossantos.pt