Depressão Oriana coloca região Centro sob alerta de chuva intensa, vento forte e risco de cheias

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O agravamento do estado do tempo previsto para hoje (11) e amanhã (12) volta a colocar vários rios e municípios do Centro sob risco de inundações, com a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil a apelar à adopção de medidas preventivas.

A Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) emitiu um aviso à população devido à aproximação da depressão Oriana, que deverá provocar precipitação forte e persistente, vento intenso e agitação marítima significativa em Portugal continental, com impacto relevante na região Centro.

De acordo com a informação meteorológica, estão previstos “períodos de chuva, por vezes forte e persistente, a partir da tarde de hoje, em especial no litoral das regiões Norte e Centro”, bem como vento com rajadas que podem atingir os 80 km/h e chegar aos 100 km/h nas terras altas. Na costa ocidental, a agitação marítima poderá gerar ondas até seis metros, podendo alcançar os 11 metros de altura máxima.

Risco de cheias em vários rios do Centro

Segundo a informação hidrológica, existe risco significativo de inundações em diversas bacias hidrográficas que atravessam a região Centro. Entre os territórios sinalizados estão municípios nas bacias do Mondego, Vouga e Lis, incluindo Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Montemor-o-Velho, Soure, Aveiro, Ílhavo, Ovar, Vagos e Leiria.

A ANEPC sublinha que a precipitação acumulada dos últimos dias “conduziu à saturação hídrica dos solos e à subida dos caudais”, prevendo-se que estes se mantenham elevados, aumentando a probabilidade de cheias e inundações.

Efeitos esperados

O cenário meteorológico poderá provocar cheias por transbordo de rios e ribeiras, inundações urbanas por acumulação de águas pluviais e instabilidade de vertentes com risco de deslizamentos e derrocadas.

A Protecção Civil alerta ainda para a possibilidade de interdição de estradas, arrastamento de objectos para as vias e acidentes associados à forte agitação marítima e ao vento intenso.

No comunicado, a ANEPC refere que “o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado através da adopção de comportamentos adequados”, apelando à população para evitar atravessar zonas inundadas, não estacionar em locais historicamente vulneráveis e garantir a fixação de estruturas soltas.

Apelo à prevenção

Entre as principais recomendações estão a limpeza dos sistemas de escoamento de águas pluviais, a retirada de bens de zonas inundáveis, a condução defensiva e a redução de deslocações nas áreas mais afectadas. A Protecção Civil pede também especial atenção junto da orla costeira e zonas ribeirinhas, aconselhando a evitar actividades relacionadas com o mar.

A autoridade reforça a necessidade de acompanhar a evolução da situação e seguir as indicações das entidades oficiais, sublinhando a importância da prevenção num período em que os solos permanecem saturados e os caudais elevados.