Bombeiros de Pombal criam equipa especializada de apoio à covid-19

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Os serviços de apoio, socorro e transporte de doentes suspeitos de covid-19 aumentaram “claramente” desde o início do ano nos Bombeiros Voluntários de Pombal. Para fazer face a esse aumento, a corporação tem uma equipa especializada no combate à pandemia, composta por dois elementos e uma ambulância.
“Temos uma equipa especializada PONCoV [Plano de Operações Nacional Covid-19], constituída por uma ambulância de socorro com dois tripulantes”, revelou o comandante Paulo Albano, salientando que em termos funcionais actuam da mesma forma que as outras equipas de pré-hospitalar.
Trata-se de “uma equipa que reforça o dispositivo já existente”, adiantou o comandante dos bombeiros, informando que estes meios estão igualmente “disponíveis para qualquer pedido de socorro solicitado”.
Todavia, é precisamente o serviço relacionado com a pandemia que “tem vindo a aumentar claramente” nos Bombeiros Voluntários de Pombal, sobretudo “desde o início do ano”. Além disso, estas ocorrências “ocupam mais tempo as ambulâncias e respectivas tripulações”, devido à triagem nos hospitais mais demoradas e à obrigatoriedade de desinfecção das viaturas a cada serviço.
De referir que a criação destas equipas especializadas, que intervêm no apoio, socorro e transporte de doentes, foi anunciada no início do passado mês de Novembro pelo Governo, que se comprometeu a pagar “um valor diário de 85 euros por cada veículo”. Esta medida pretendia assim reforçar a resposta operacional dos corpos de bombeiros perante o agravamento da situação epidemiológica e fortalecer a capacidade financeira das Associações Humanitárias.
No entanto, “esta comparticipação é só um pequeno apoio para ajudar a manter esta equipa”, considera Paulo Albano, que partilha com a direcção a “preocupação” com a parte financeira. Afinal, a Associação Humanitária “perdeu uma importante receita com a redução dos serviços de transportes de doentes não urgentes” e “tem tido um grande gasto com equipamentos de protecção individual e com todos os desinfectantes utilizados devido à covid-19”.
Outra das “grandes dificuldades” em tempo de pandemia é a própria actividade dos bombeiros, uma vez que todo o trabalho é feito em equipa, o que “na maioria das operações inviabiliza o distanciamento recomendado entre operacionais”.
Assim, para colmatar em parte esta dificuldade, foi implementado um Plano de Contingência que obrigou a reforçar e implementar novos procedimentos, como monitorização dos elementos à entrada das instalações, bem como a higienização e desinfecção. No mesmo sentido, foram também alterados alguns espaços físicos para “limitar ao máximo o contacto de proximidade entre bombeiros”, com vista a “quebrar rapidamente alguma cadeia de transmissão que possa acontecer”.

Carina Gonçalves | Jornalista

*Notícia publicada na edição impressa de 28 de Janeiro