Ansião: Jorge Cancelinha alerta para necessidade de rapidez nos apoios após tempestade

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O presidente da Câmara de Ansião, Jorge Cancelinha, defende a necessidade de rapidez nos apoios à reconstrução dos territórios afetados pelo mau tempo, para que possam restabelecer a normalidade.

“Quanto mais depressa vierem os apoios, mais depressa conseguimos restabelecer a normalidade”, afirmou à agência Lusa Jorge Cancelinha.

Em Castanheira de Pera, onde participou numa reunião da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria, o autarca referiu que o Município de Ansião já iniciou obras que “eram mais prementes, principalmente nos estabelecimentos de ensino” e “nos pavilhões desportivos, em que as coberturas ficaram afectadas”.

Porém, está por fazer o trabalho nas vias de comunicação e na sinalização, que considerou urgente, “porque concorre para a segurança rodoviária, concorre para o bem-estar das pessoas” e concorre para a reposição da normalidade no concelho.

Sobre os prejuízos, o autarca esclareceu que nos danos em infra-estruturas públicas a Câmara tem “uma contabilização de cerca de 3,5 milhões de euros”.

Quando ao levantamento dos danos em associações, instituições particulares de solidariedade social e entidades religiosas, o montante apurado é de 1,2 milhões de euros. Acrescem 120 mil euros no edificado das juntas de freguesia.

“Portanto, num somatório que ascende a cerca de cinco milhões de euros de prejuízos no território”, declarou, realçando o estado em que ficou a Mata Municipal, na sede do concelho, que “foi completamente arrasada” e para a qual a autarquia está “a trabalhar num projecto de arquitectura paisagística”.

Neste caso, os trabalhos de recuperação podem custar um milhão de euros, antecipou o presidente do município, admitindo que este será o investimento “mais relevante” de entre os espaços municipais afetados na sequência da depressão Krinstin, que há quase seis semanas atingiu o concelho.

Em 24 de Fevereiro, o autarca disse à Lusa que a Câmara de Ansião registava àquela data três milhões de euros de prejuízos em infra-estruturas municipais.

Então, explicou que o concelho “tem 50 edifícios municipais”, sendo que “todos eles tiveram alguma mazela, todos eles tiveram de merecer obras, para já, de remediação, mas depois obras um bocadinho mais consistentes, nomeadamente o mercado municipal”.

Lusa