DoceReina investe oito milhões em nova fábrica

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A filial do grupo espanhol Postres Reina lançou primeira pedra da nova estrutura, com uma área de 7.000 metros quadrados. Deverão ser criadas mais cerca de duas dezenas de postos de trabalho.

O Grupo Postres Reina, com sede em Espanha, vai investir cerca de oito milhões de euros na ampliação das actuais instalações da sua filial DoceReina, no Parque Industrial Manuel da Mota, em Pombal. Uma nova estrutura de 7.000 metros quadrados, que deverá estar concluída dentro de aproximadamente 20 meses, representando um investimento na ordem dos oito milhões de euros, adiantou o director-geral do Grupo, José Manuel Lag, à margem do lançamento da primeira pedra, no dia 18 deste mês.

A obra permitirá duplicar a actual produção de sobremesas e reforçar o quadro de recursos humanos, com a criação de cerca de duas dezenas de postos de trabalho.

Para o presidente da Câmara Municipal de Pombal, a nova unidade de produção representa mais um passo “para o desenvolvimento e crescimento económico e empresarial do concelho”, na sequência “da confiança que em nós é depositada”, mas também “fruto das políticas que o município tem vindo a adoptar”, assim como “da visão e do empenho” dos empresários.

Diogo Mateus realçou o contributo do projecto, da autoria do arquitecto Carlos Vinhas, “para o fortalecimento do tecido empresarial e produtivo” do território. “É um investimento que irá permitir duplicar a produção desta unidade, com uma nova estrutura de 7.000 metros quadrados, complementados com a aposta em novas tecnologias, com novas linhas de produção, capazes de gerar novos produtos”, afirmou o autarca, no decurso da cerimónia de lançamento da primeira pedra.

O edil enunciou, ainda, o conjunto de medidas promovidas nos últimos três anos e meio pelo executivo a que preside, tendo como fio condutor o “crescimento empresarial do concelho”, o “aumento do emprego” e a “estabilização” da população residente. A construção da Zona Industrial do Louriçal e a requalificação dos parques industriais Manuel da Mota, Formiga e Tinto, a melhoria dos acessos no IC2 à Zona Industrial das Meirinhas e a venda de 16 lotes em parques industriais fazem parte foram algumas das medidas concretizadas. No mesmo âmbito foi também criado o Gabinete de Apoio ao Investidor, revelou Diogo Mateus, bem como projectada a ampliação do Parque Industrial Manuel da Mota em mais 10 hectares. No conjunto de medidas concretizadas, o presidente da Câmara recordou a abertura do Capital Social da ETAP, onde se inclui a adesão de 45 empresas, incluindo a DoceReina, e ainda a promoção de Pombal junto de novos mercados e o fomento de um espírito de empreendedorismo e de inovação, junto das escolas. Por outro lado, acrescentou o autarca, foi melhorada a rede de transportes públicos no Parque Industrial Manuel da Mota e introduzida uma política fiscal “amiga das pessoas e das empresas”.

Uma realidade que, no entender do presidente da Câmara, está bem patente nos números. “De Novembro de 2013 a Novembro de 2016, Pombal recuperou 931 postos de trabalho, assistindo ao longo desses meses a uma redução progressiva dos números do desemprego”.

E se Diogo Mateus fez jus ao trabalho desenvolvido pelo executivo, o presidente do Grupo Postres Reina, Alfonso Reina, sublinhou o contributo que a empresa quer dar para o desenvolvimento local. “Queremos contribuir para o desenvolvimento e crescimento da cidade, gerando riqueza, emprego”, disse. Alfonso Reina referiu-se à nova unidade como detentora de uma linha de produção mais moderna, sobressaindo uma aposta em produtos mais saudáveis, indo “ao encontro das necessidades dos consumidores”.

“O consumidor actual mudou e vai continuar a mudar no futuro. Temos que revolucionar continuamente”, concluiu aquele responsável.

 

Números:
2011
A primeira gelatina da DoceReina foi produzida em Agosto de 2011, ano em que a primeira fábrica ficou concluída. “Desde então, a companhia não deixou de crescer e de cumprir os seus objectivos de produção, produtividade, emprego”, afirmou José Manuel Lag.

2016
No ano passado, a empresa conseguiu atingir as 15 mil toneladas de produto. Em Portugal foram vendidas 60 milhões de gelatinas, só este ano. É um orgulho ver que “produtos e sobremesas tradicionais portuguesas estão hoje presentes em toda a grande distribuição espanhola”, frisou o director-geral do Grupo. As sobremesas tradicionais portuguesas chegam hoje também a mercados como Angola, Inglaterra, Polónia e Estados Unidos.