Os municípios portugueses vão passar a apoiar financeiramente os pontos de venda de jornais localizados em territórios de baixa densidade populacional, numa medida que pretende assegurar o acesso da população à imprensa escrita e combater o desaparecimento destes serviços em zonas mais isoladas do país.
A decisão foi anunciada pela Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), após uma reunião do Conselho Directivo realizada em Coimbra, e resulta de um acordo a celebrar entre a Estrutura de Missão para a Comunicação Social, a MediaLab e os municípios.
Segundo o presidente da ANMP e também presidente da Câmara Municipal de Pombal, Pedro Pimpão, os autarcas assumiram desde o início uma posição de procura de soluções para um problema que afecta cada vez mais localidades do interior e de baixa densidade.
“Desde a primeira hora que assumimos o compromisso de sermos parte activa na solução”, afirmou Pedro Pimpão, defendendo que todas as populações devem continuar a ter acesso à informação através da imprensa escrita.
O responsável considera que a questão ultrapassa a simples distribuição de jornais e assume uma dimensão cívica e democrática. “Nunca seria por nossa parte que não haveríamos de encontrar um consenso para que as nossas populações fossem todas servidas deste elemento, que para nós é muito importante em termos democráticos para o nosso país”, sublinhou.
Na prática, o modelo prevê que os municípios integrem o chamado “pilar 2” do plano de apoio aos pontos de venda de imprensa, contribuindo financeiramente para a manutenção destes espaços, sobretudo em localidades onde a redução das vendas e da população tem colocado em causa a sua viabilidade.
“Demos parecer positivo para que os municípios portugueses também sejam parte activa e dêem o seu contributo, que também é financeiro, para que esses pontos de venda possam existir activos em todo o território nacional”, explicou Pedro Pimpão.
A medida surge numa altura em que muitas localidades têm assistido ao encerramento progressivo de papelarias, quiosques e estabelecimentos que asseguram a venda de jornais e revistas, dificultando o acesso à informação, especialmente junto das populações mais envelhecidas e menos familiarizadas com os meios digitais.









































