Abertas candidaturas para “Jovem Autarca” de Pombal

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Sara Gaspar, Raquel Marques e Margarida Ribeiro integram o actual "executivo jovem autarca", que tomou posse em Janeiro deste ano

Já arrancou a segunda edição do projecto “Jovem Autarca”. As candidaturas podem ser enviadas para a Câmara Municipal de Pombal até 28 de Outubro.

O projecto “Jovem Autarca” pretende “motivar e desenvolver nos jovens competências para o exercício de uma cidadania activa e responsável, valorizando a sua participação informada na defesa dos seus direitos e na assunção dos seus deveres enquanto cidadãos”, refere uma nota da autarquia.

A iniciativa está aberta à participação de jovens com idades entre os 12 e os 17 anos, estudantes até ao 11.º ano de escolaridade que residam e frequentem escolas do concelho, adianta a edilidade, salientando que serão aceites no “máximo de 16 candidaturas”, que deverão ser subscritas por, pelo menos, 50 apoiantes”.

Os candidatos terão de apresentar um manifesto eleitoral que tenha entre 250 e 500 palavras e um programa de acção, cujo montante de execução não exceda o orçamento estabelecido pelo Município de Pombal, devendo incluir medidas nas áreas da juventude, tempos livres e desporto, património, cultura, ciência e educação.

As eleições decorrerão nos estabelecimentos de ensino do concelho, sendo votantes todos os alunos do 5º ao 12º ano de escolaridade.

Os três candidatos com maior número de votos compõem o “executivo jovem autarca”, sendo que o candidato com maior número de votos é designado “jovem presidente” e os candidatos com o segundo e terceiro melhor resultados são “jovens vereadores”. Os restantes candidatos integram a “Assembleia de Jovens Autarcas”.

O mandato inicia-se com a tomada de posse, prevista para o início do mês de Janeiro de 2023, e terá a duração de um ano, de forma a permitir ao jovem conciliar as suas actividades escolares e extracurriculares com as funções de autarca.

Este projecto permite aos jovens participar mais activamente nas políticas que norteiam o concelho, conferindo -lhes a possibilidade de “assumirem um papel de porta -voz” da sua geração, serem co-responsáveis pela gestão de um orçamento e criarem sinergias para concretizar os projectos que idealizaram.

Esta experiência será, “seguramente, um contributo fulcral para a formação de pessoas responsáveis, autónomas, solidárias, que conhecem e exercem os seus direitos e deveres em diálogo e no respeito pelos outros, com espírito democrático, pluralista, crítico e criativo, tendo como referência os valores dos direitos humanos”, conclui a autarquia.