Este foi o título da conferência que decorreu no passado dia 20 em Vila Cã organizada pela concelhia do CDS-PP.
Numa plateia com interesses diversos no tema, foi grande a partilha de conhecimento, a troca de pontos de vista, a identificação de problemas mas também de soluções e no final da tarde todos os que lá estiveram ficaram um pouco mais ricos.
O conhecimento é de resto a base da resolução da maioria dos nossos problemas. A maior dificuldade está na forma como este é aplicado e na necessidade de convencer todos os agentes envolvidos da viabilidade das soluções encontradas.
São muitas as formas de aumentar o rendimento da floresta começando pela melhoria na gestão da situação atual e passando pela diversificação das espécies exploradas. Os cogumelos, os pinhões, a resina, a valorização adequada da madeira retirada, a cortiça, o medronho, a lista é grande e diversificada.
A pastorícia que também foi abordada nesta jornada, pode ser fonte de rendimento, é útil na gestão da matéria combustível e essencial na preservação da nossa identidade cultural e gastronómica.
A certificação do vinho enquanto pertencente à sub-região de Sicó, com o seu terroir muito específico e a venda da nossa identidade de uma forma organizada e sistematizada, foi outro dos caminhos apontado.
No sector hortofrutícola tal como na produção de vinho, a solução para um dos problemas que a todos afecta, a dimensão das propriedades, passa pelo associativismo, a comunhão de recursos, a gestão correcta da água e a aposta em canais de distribuição curtos.
A resistência que plantas e animais vão adquirindo aos fitofarmacêuticos, a par do menor número de produtos autorizados, dificulta o combate de pragas e doenças afectando a rentabilidade.
O emparcelamento, do qual tantas vezes se fala tem que ser apoiado e simplificado com diminuição da carga burocrática nomeadamente com a simplificação administrativa ao nível do registo predial.
A falta de técnicos no terreno associada à excessiva carga administrativa a que produtores e técnicos estão sujeitos, foi identificada como uma dificuldade adicional para a viabilidade económica e financeira das explorações. As pessoas sentem-se abandonadas, a atividade agrícola, ao contrário do que por vezes se diz, não está na moda e a sua falta de status leva a que os cursos superiores desta área fiquem muitas vezes vazios.
Este é o resumo possível do muito que se falou.
Também se mencionaram os javalis e da ameaça que o seu descontrolo populacional representa para as explorações.
Termino com uma menção para os principais ausentes, os quais devem ter ficado com as orelhas a arder, o poder político, os técnicos do Município e outros organismos oficiais.
Enquanto este tema não for uma prioridade real das autoridades locais, freguesias e Município, regionais, CCDR e CIMRL, ou nacionais, nada de substancial mudará na paisagem do nosso território e continuaremos com o nosso futuro hipotecado.
Telmo Lopes
Presidente da concelhia do CDS-PP de Pombal







































