PAUS e José Pinhal Post-Mortem Experience lideram cartaz do Ti Milha

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O Parque de Lazer da Ilha volta a transformar-se, entre 16 e 19 de Julho, num espaço de encontro entre cultura, comunidade e território, com a realização da 9.ª edição do Ti Milha. O festival, promovido pela Associação Recreativa Cultural e de Promoção Social (ARCUPS), apresenta mais uma vez uma programação que reúne música, artes performativas, oficinas, cinema, debates, actividades para famílias, gastronomia, feira e campismo gratuito.

Depois de nove anos de crescimento sustentado, o Ti Milha afirma-se como uma das propostas culturais mais singulares do concelho de Pombal, mantendo uma identidade própria assente na proximidade, na participação e na valorização do território.

Segundo a organização, o cartaz de 2026 confirma “o regresso do festival ao formato que o tem distinguido na região”, apresentando uma programação multidisciplinar “desenhada para diferentes públicos”, capaz de reunir artistas nacionais e internacionais, projectos comunitários, propostas para crianças e famílias, debates sobre temas sociais e ambientais e momentos de celebração que se prolongam pela noite dentro.

Na vertente musical, os principais destaques vão para os PAUS e para os José Pinhal Post-Mortem Experience, que passam pela Ilha no âmbito das respectivas digressões de despedida. O alinhamento inclui ainda nomes como Pedro da Linha, Mr. Gallini, Violons Barbares, projecto que reúne músicos da Mongólia, Bulgária e França e que é uma das propostas mais singulares desta edição, Idiotheque, Lisa Sereno, Fala Povo Fala, Bed Talk, Submarines in the Sky, Los Atléticos, La Gazelle Portuguesa, DJ Humilde, DJ Phill e Peter Castro.

Mas o Ti Milha vai muito além dos concertos. A programação integra propostas de diversas linguagens artísticas e áreas de intervenção social. Entre elas encontram-se o “Dr. Love – Consultório Amoroso”, a conversa com Inês Marinho sobre violência sexual baseada em imagens, a performance circense ConCorda, o spoken word de Huba Mateus, espectáculos de dança, teatro e clown, bem como sessões de cinema e actividades participativas.

O programa contempla ainda oficinas de fotografia com smartphone, escalada, argilas selvagens, produção de queijos vegetais, cianotipia, reconhecimento de plantas, ateliers para crianças, retratos escritos, torneio de xadrez e conversas dedicadas a temas como o desperdício alimentar e o apoio no luto.

Para a organização, o Ti Milha continua a assumir-se como muito mais do que um festival de música. O objectivo passa por “continuar a mostrar a Ilha ao mundo e o mundo à Ilha”, promovendo um espaço de encontro entre comunidade, criação artística, participação e desenvolvimento local.

A entrada é gratuita nos dias 16 e 19 de Julho, enquanto os dias 17 e 18 funcionam com bilhete pago. O passe geral tem o valor de 20 euros, existindo ainda bilhetes diários. As crianças até aos 14 anos têm entrada gratuita e o campismo continua a ser disponibilizado sem custos para os portadores de bilhete válido.

Nascido em 2016, o Ti Milha consolidou-se como uma referência cultural da região, mantendo uma forte ligação à comunidade da Ilha e aposta numa programação que alia qualidade artística, inclusão e participação activa do público.

[Notícia publicada na edição 328 de 23 de Junho do POMBAL JORNAL]