Maria Elvira Santos: “Vendo o Pombal Jornal desde o primeiro número”

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Há 27 anos que Maria Elvira Santos abre a porta da Papelaria Rodinha, no centro da Redinha, num gesto que se repete quase sem interrupções. Aos 76 anos, continua atrás do balcão de uma das últimas papelarias tradicionais do concelho de Pombal, onde ainda se vendem jornais, revistas, material escolar e, sobretudo, histórias de uma comunidade.

“Até agora tenho 75… faço 76 este mês”, conta, com naturalidade, enquanto organiza os jornais. A loja abriu há quase três décadas e, desde então, acompanhou as mudanças na freguesia e no próprio hábito de leitura. “Tenho isto há 27 anos”, resume.

Durante anos, a papelaria viveu do movimento gerado pelo colégio da Redinha. As manhãs eram agitadas, com alunos a entrar e sair, a comprar material escolar, revistas ou pequenas guloseimas. “Pode não acreditar, mas isto aqui era tudo cheio de gente, de garotos”, recorda. O fecho do estabelecimento de ensino acabou por marcar uma viragem no negócio. “O colégio fez muita falta. Eu até ando a pensar fechar”, admite.

 

Ana Laura Duarte
[Notícia completa na edição 323 do POMBAL JORNAL, de 7 de Abril de 2026]