Pombal: Danos municipais disparam para 14,5 milhões após temporal

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Os danos provocados pela depressão Kristin em equipamentos municipais de Pombal ascendem, para já, a 14,5 milhões de euros. O balanço foi apresentado pela vice-presidente da Câmara Municipal, Isabel Marto, durante a reunião do executivo.

O impacto da depressão Kristin continua a revelar-se devastador no concelho de Pombal, com os prejuízos em equipamentos municipais já estimados em cerca de 14,5 milhões de euros. O número foi avançado por Isabel Marto, vice-presidente da autarquia, num ponto de situação sobre os estragos provocados pelo mau tempo.

De acordo com a responsável, só os danos no Expocentro rondam os dois milhões de euros. Já a rede viária apresenta prejuízos estimados em cerca de 4,5 milhões de euros, valor que deverá aumentar significativamente devido aos deslizamentos de terras que continuam a ocorrer no território.

Para além das infra-estruturas municipais, foram também recenseados danos em 159 edifícios pertencentes a associações, colectividades, instituições particulares de solidariedade social e freguesias. A vice-presidente sublinhou que esta realidade tem sido comunicada ao Governo, garantindo que foi transmitida a indicação de que estes equipamentos, fundamentais para a comunidade, não serão esquecidos na fase de recuperação.

No sector empresarial, os primeiros levantamentos, ainda referentes a apenas cerca de 8% das empresas, sobretudo industriais, apontam para prejuízos na ordem dos 80 milhões de euros em infra-estruturas e equipamentos. Segundo Isabel Marto, todos os sectores de actividade foram afectados, desde o primário ao terciário, estando equipas municipais no terreno a aprofundar o levantamento para que as medidas nacionais reflictam a dimensão da calamidade.

No plano social, o município registou 90 desalojados, dos quais 26 permanecem ainda nessa condição, embora todos tenham solução temporária assegurada. A autarquia prestou apoio directo a 502 famílias e contabilizou 286 habitações de famílias vulneráveis a necessitar de reparações nos telhados. Destas, 185 já foram alvo de intervenções, muitas de carácter provisório, num esforço que tem contado com o apoio de voluntários, empresas especializadas, Protecção Civil e Forças Armadas.