Teatro Amador de Pombal regressou às origens

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Algumas dezenas de actuais e antigos elementos do Teatro Amador de Pombal (TAP) estiveram no ginásio da Escola Secundária de Pombal, onde a história do grupo começou. No passado dia 12, um dia antes de se assinalarem os 50 anos de vida do grupo, e guiados pelo impulsionador da sua criação, Joaquim Eusébio, recordaram o início do percurso.

O ginásio já não está como há cinquenta anos. Essa é uma constatação óbvia, nomeadamente porque já não existe o palco que serviu para as primeiras apresentações do TAP. “Mas a vista das janelas continua a ser quase igual”, garante Joaquim Eusébio. Em breves palavras dirigidas aos presentes, recordou algumas dificuldades iniciais, até porque havia quem não quisesse que o palco fosse usado e, por vezes, as portas apareciam fechadas. Com origem num grupo de professores e alunos da escola, havia também a incerteza de quem terminava os estudos sobre se poderia continuar a frequentar o espaço. Foi então que decidiram criar um grupo de teatro, até porque não havia nenhum em Pombal. “Passámos uma manhã inteira (a 13 de Julho de 1986), a discutir qual seria o nome do grupo para chegarmos a uma coisa tão original como Teatro Amador de Pombal”, diz Joaquim Eusébio, lembrando também que se falou sobre “o que é que poderíamos fazer e para onde é que nós iríamos”. “Naquela manhã, se alguém dissesse que o TAP iria durar cinco anos, diríamos que era impossível”, afirmou o fundador, mas apesar de muitas voltas, alguns espaços de ensaio e mesmo sem sede própria, o grupo atingiu o meio século de vida. Joaquim Eusébio disse também que “as sementes que foram lançadas em 1986 e ao longo dos anos seguintes, fizeram com que hoje tenhamos orgulho no grupo que temos, que honra a cidade, o distrito e o país”.

A visita à Escola Secundária de Pombal, além de servir para matar saudades a alguns, teve também outro propósito. O de descerrar uma placa de homenagem a Joaquim Eusébio, colocada à entrada do ginásio. Nela lê-se: “A Joaquim Eusébio, estimado professor desta escola, que aqui lançou a semente do Teatro Amador de Pombal”. A homenagem partiu dos seus ex-alunos e companheiros de palco do TAP. O professor ficou emocionado, mas confessou que o que mais detestava era quando chamavam ao TAP, o grupo do professor Eusébio.

Nuno Tomaz Oliveira