Ti Milha quer continuar a crescer e a mostrar a identidade da aldeia que recebe os festivaleiros

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O Ti Milha está de volta, entre os dias 21 e 23 deste mês. A música vai voltar a ouvir-se no Parque de Lazer da Ilha, mas quem já por lá passou sabe que não é só disso que vive este festival.

Os artistas são o chamariz mais importante, mas o Ti Milha é também o convívio, a sustentabilidade, as várias expressões artísticas que ali se podem ver, as conversas e, porque não, o amor.

No segundo ano em que é cobrada entrada (apenas na sexta e sábado, porque o domingo continua a ser de entrada gratuita), a organização, a cargo da ARCUPS, salienta que “a venda de bilhetes já ultrapassou os números do ano anterior no mesmo período, o que nos deixa bastante felizes”.

A mudança para a entrada paga foi recebida “positivamente pelo público” e este entende que a organização de um evento desta dimensão “envolve despesas e que a cobrança de bilhetes é uma forma de contribuir para o seu sucesso, eliminando a necessidade de recorrer ao crowdfunding”.
Com um cartaz pensado também nos pedidos de quem marca presença anualmente no Ti Milha, as expectativas para a edição 2023 estão altas. Os cabeças-de-cartaz José Pinhal Post-Mortem Experience e Bateu Matou vão por certo encontrar um público entusiasta, tal como os restantes artistas que pisarem os diversos palcos do recinto.
O festival tem vindo a crescer de ano para ano e este não deve fugir à regra. “A evolução anual do Ti Milha tem sido notável e queremos manter essa trajetória ascendente. Temos uma atmosfera particularmente acolhedora e íntima, uma característica que atrai muitos festivaleiros à procura de uma experiência distinta. Ao manter a essência do nosso local de origem e ao oferecer um rico cartaz musical que promove a celebração e a dança, pretendemos alcançar um público mais vasto sem perder a nossa autenticidade”, refere a organização. Exemplo disso é o último dia do evento, em que sobem ao palco principal os “Sons do Bracejo”, uma banda de talentos locais que “dão uma nova vida à música tradicional da Ilha, misturando-a com elementos de jazz”, e em que se realiza o já mítico sarau do rancho, em que o público se junta em volta das capacheiras e dos músicos para ouvir e cantar os temas populares. Segundo a ARCUPS, “a expectativa é que toda a gente que venha sem conhecer a Ilha se apaixone por ela, porque é um lugar verdadeiramente especial e único”.
De forma a preservar o espaço e dado ser um evento que se quer cada vez mais ecológico, o Ti Milha “quer continuar a crescer e a aprimorar o espaço do parque de lazer para acolher um número cada vez maior de visitantes, sem comprometer a qualidade da experiência. Queremos atrair mais pessoas, mas até um certo limite que respeite as características físicas do local. O nosso objectivo principal é manter o espírito festivo do festival, a sua integração com as gentes da Ilha e o respeito pelo espaço natural onde é realizado”. A edição deste ano traz algumas novidades, desde logo com a reorganização do espaço que permitiu a relocalização da área de restauração, de forma a albergar mais espaços de venda de comida, e a adição de um novo palco, pelo que o Ti Milha passa a ter três palcos à disposição.
O programa completo e informações sobre as bandas já podem ser consultados na página do festival, em www.timilha.pt. Entre as novidades, conta-se a presença da influencer Sofia Manuel, conhecida como A Tripeirinha, que irá mostrar como cuidar das suas plantas, ou Cristiana Viana, uma ratista de tatuagens que irá tatuar durante as tardes de sábado e domingo. De resto, haverá ainda espaço para teatro, workshops, palestras, exposições e muito mais.
Para quem queira ter a experiência ainda mais completa, a organização disponibiliza campismo gratuito junto ao recinto.