Submarines In The Sky: “A criação da banda surgiu de uma forma espontânea”

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Diogo Almeida, João Job e João Gameiro são os Submarines In The Sky, uma banda que “foge um pouco à norma”, e que em Outubro do ano passado lançou o primeiro EP “O Fim Da Linha”. O trabalho está disponível em todas as plataformas on-line de música: Spotify, Soundcloud, Deezer, Youtube, entre outros… Já ouviram?

A banda Submarines In The Sky actuou, em Março do ano transacto, na primeira edição do Festival Oh da Praça, promovido pela Junta de Freguesia de Pombal

A banda Submarines In The Sky actuou, em Março do ano transacto, na primeira edição do Festival Oh da Praça, promovido pela Junta de Freguesia de Pombal
Começaram por ser colegas de escola e amigos, mas com o passar do tempo, e com um especial gosto pela música, acabaram por se tornar os Submarines In The Sky, uma banda que uma banda que “foge um pouco à norma”.
“A criação em si da banda surgiu de uma forma espontânea, honestamente”, conta Diogo Almeida, de 18 anos. Na altura, o jovem e “o João Gameiro tocávamos guitarra juntos e, numa dessas ocasiões, surgiu a ideia de criar uma banda”. E porque não? Parecia uma ideia divertida. “Durante uma aula chata e com o entusiasmo de embarcar nesta aventura, comecei a imaginar nomes para a tal banda”, revela em tom de brincadeira. Originalmente, “o nome mais correcto parecia ser “One Submarine In The Sky” mas após muita deliberação, acabámos por optar por Submarines In The Sky. Após a criação de uma identidade, “falámos com o nosso amigo João Job, da mesma turma e com gostos musicais bastantes semelhantes, e convidámo-lo a integrar na nossa jovem banda: o convite foi alegremente aceite”.
Apesar da fundação da banda estar directamente ligada com o percurso escolar feito pelos três jovens, na Escola Secundária de Pombal, o caminho faz-se agora por outros pontos do país, afinal o trio acabou de ingressar no ensino superior e divide-se entre os estudos e a música.
Diogo Almeida tem 18 anos, e toca guitarra desde “os 8/9 anos”, é o guitarrista da banda e responsável por “uma pequena parte da percussão”, está a tirar uma licenciatura em Física na Universidade de Aveiro. Além disso, “trato também da parte burocrática da banda: sou manager”, brinca. João Job, de 19 anos, é o baixista e vocalista. Também estudante, “neste momento estou a tirar o curso de Engenharia Informática no Instituto Politécnico de Leiria”. À parte da banda “nunca tive nenhuma grande experiência musical”. E João Gameiro é o baterista e ocasionalmente guitarrista. O jovem de 18 anos estuda na Universidade de Aveiro, e “já toco guitarra desde os 15 anos”, no caso da bateria, só começou a tocar “uns meses após a formação da banda”, sendo que os Submarines In The Sky são “meu primeiro projecto” musical.

João Gameiro só começou a tocar bateria “uns meses após a formação da banda”

Como quase todas as bandas, “começámos com covers”, passado pouco tempo, “tentámos explorar a nossa criatividade e reparámos que tínhamos uma certa facilidade em pegar em diversos pedaços musicais compostos individualmente e juntá-los de forma a criar um estilo de música único e de que nos orgulhássemos”. Por isso começaram a produzir as próprias canções, o acto que os levou ao próximo patamar: a edição de um EP, “O Fim da Linha”.
“Sinceramente fazer o EP foi exaustivo: queríamos que o lançamento do trabalho coincidisse com a data do primeiro aniversário da banda”, a 10 de Outubro de 2018, “que por sorte conseguimos cumprir”, mas não foi sem as suas dificuldades. “Desde a Época de Exames”, até ao ingresso na faculdade, passando por áreas mais técnicas, como “termos de aprender a editar, mixar e produzir música sozinhos”, note-se que “o EP foi uma produção 100% por conta própria” e tudo isto com um prazo para cumprir. “Foi uma experiência enervante, stressante e que adoraríamos voltar a repetir”, conta João Gameiro, uma vez que, “apesar dos aspectos negativos, o facto de sabermos que contribuímos, nem que seja uma fracção, para esta bela arte que é a música enche-nos de orgulho”. O que “também ajuda” é o facto da recepção do EP ter sido “bastante positiva”. “Não é mentira que foi uma experiência stressante, mas também é verdade que foi algo bastante positivo, e que contribuiu bastante para a nossa experiência musical”, remata.

“O EP foi uma produção 100% por conta própria”

Neste EP, “procurámos apelar a um problema cada vez mais preocupante no nosso mundo: depressão, suicídio, isolamento, etc”. Logo, a mensagem que” tentámos passar é mais dirigida a quem procura ignorar a existência desses problemas mas em contrapartida, mostra, a quem é afectado pelos mesmos, que não estão sozinhos e que há pessoas que as compreendem e estão dispostas a ajudar”, conta o trio. Ou seja, “O Fim Da Linha”” tem duas mensagens, “uma de união para quem precisa de ajuda e uma de aviso para quem escolhe ignorar quem necessita da mesma”.
Num futuro próximo,” tencionamos editar um novo álbum, frequentar novos locais, tocar em novos sítios, conhecer pessoas novas”. Os Submarines In The Sky procuram, também, “continuar a divulgar o nosso EP “O Fim da Linha” e criar um videoclip”. Mas, acima de tudo, “continuar a tocar juntos, prosseguir pela criação de novas músicas e expressar as nossas ideias e a nossa visão da sociedade, espalhando os nossos ideais a qualquer um que se identifique com a nossa visão”, revelam.