SOURE | São Mateus promove agentes económicos e tradições durante cinco dias

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Se para muitos concelhos o Verão é sinónimo de festas e romarias, no caso do Soure a festa faz-se no nono mês do ano, com a realização das tradicionais Festas de São Mateus, que englobam ainda a FATACIS. O certame realiza-se de 19 a 24 de Setembro e promete muita animação.
Este é o maior e mais representativo evento de cariz cultural, económico, social e recreativo do concelho de Soure desde há vários séculos e assume uma “particular relevância para os agentes económicos, com grande significado na dinâmica concelhia” e um modelo de organização e gestão que permanece inalterado, até porque, segundo o edil, as festas são feitas para ocupar a vila. Como tal, haverá diversos pontos de animação em vários espaços do centro histórico.

Por estes dias, Soure acolhe as quatro feiras tradicionais: da Madeira, das Nozes, das Cebolas, Franca ou Generalista e a Feira das Freguesias, com organização da autarquia, além da FATACIS – Feira de Artesanato, Turismo, Agricultura, Comércio, Indústria de Soure, cuja organização fica a cargo da Associação Empresarial de Soure (AES).
No que toca à animação, o São Mateus volta a contar com quatro palcos de animação, localizados no Parque dos Bacelos, na Avenida de Conselheiro Matoso, na Praça da República e no Parque da Várzea, por onde vão passar artistas locais e regionais, para além dos artistas mais sonantes como é o caso de Carminho, Waze e Balbúrdia, David Carreira e Sara Carreira, e Nuno Barroso e Além Mar. A estes juntam-se, ainda, Herman José e Octeto, mas também a banda Rockluso.
A sessão pública de abertura das Festas de São Mateus e FATACIS, que marca o início das festividades, está agendada para esta quinta-feira (19), no Auditório da Biblioteca Municipal, e logo de seguida realiza-se a abertura da Exposição “Olhares sobre o Concelho de Soure”, de Ana Pimentel, que estará patente no mesmo edifício.
Por esta altura, milhares de pessoas são atraídas pelas feiras francas, exposições, artesanato, folclore, carrosséis, farturas, gastronomia variada e música para todos os públicos. E depois de cinco dias a “feirar”, o certame termina no Dia da Família Sourense, cuja programação é mais direccionada para a população local. Desta forma, os sourenses rumam à Capela de São Mateus para assistir à missa de encerramento das festas e confraternizar no tradicional picnic, que acontece à sombra das oliveiras.
Segundo a autarquia presidida por Mário Jorge Nunes, o objectivo é manter a tradição, sem acrescentar grandes novidades, uma vez que se pretende “manter o cariz de várias feiras tradicionais, conjugadas nas romarias e nas festas de S. Mateus”, que anualmente atraem “milhares de pessoas”.
Neste sentido, a organização “não espera nem de mais nem de menos”, sendo que a “expectativa é tão grande como a dos últimos anos”, garante, adiantando que, apesar de tudo, “na edição de 2019 tem-se registado um significativo aumento de pré-inscrições para a zona de stands e expositores”, o que levou à necessidade de “estruturar o certame por forma a acolher o maior número possível de participantes”. Durante o evento, assinala-se ainda o Dia do Município, onde é feita a atribuição de Prémios aos Alunos do Ensino Secundário, a assinatura de protocolos com as freguesias e colectividades, a atribuição de Medalhas de Mérito Municipal, culminando com a homologação do protocolo para disponibilização de autenticação, através de chave móvel digital. Uma cerimónia está marcada para sábado, 21 de Setembro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho.