Precisamos de explicar o que é o RoofTop Bodo? Ao que parece, nos últimos anos, tornou-se obrigatório reservar o último sábado de Julho para juntar a boa música de dança a uma vista privilegiada sobre a cidade de Pombal, numa tarde em que a única preocupação é usar sapatos confortáveis, não vão os pés ficar doridos de tanto dançar.
A primeira edição foi “uma brincadeira”. A segunda já vista como uma boa aposta e a terceira já deu frutos suculentos. Agora, seis anos depois da brincadeira ter começado, Eduardo Simões traz aos céus de Pombal mais uma festa onde o objectivo maior é “dançar”. Dançar muito. Para edição deste ano a organização elevou a fasquia, e conta com um cartaz de luxo, onde está prevista a actuação dos pombalenses Muspheller e Eduardo, de Viseu vem Milton Soares, e de Fatima chega-nos Ziko, mas é de Lisboa que vem o grande cabeça de cartaz, Cruz.
Responsável da editora BLOOP recordings e DJ de caminho feito, Cruz apresenta-se pela primeira vez em Pombal, mas o nome é bem conhecido no panorama da electrónica nacional, sendo um dos nomes mais recorrentes nos cartazes que dão corpo a eventos nacionais como o Lisboa Electrónica, o Neopop ou o Et Cetera, visita com regularidade algumas das paragens mais importantes da cena clubbing nacional e internacional, com passagens pelo Canadá, Brasil, e capitais europeias como Berlim, Londres ou Amsterdão.
Os amantes da música electrónica já a colocaram no mapa e em “sábado de Bodo” a tarde dança-se no terraço do Hotel Pombalense, mesmo no centro da cidade e as vistas dão para um Castelo feliz. A Rooftop Bodo 2019 decorre a 27 de Julho, entre as 15 e as 21 horas. O conselho do anfitrião é “que venham cedo”. Afinal, o conceito é exactamente este: “aproveitar uma belíssima tarde de Verão a dançar música de qualidade”.
Este ano a Rooftop Bodo conta com uma novidade ecológica, explica Eduardo Simões, enquanto revela a parceria feita com a empresa de gestão e valorização de resíduos, Linhambiente, que “ajuda bastante a nível financeiro” e que vai permitir “um upgrade a nível técnico”. O organizador não poupa elogios a esta parceria, que além de “ajudar a elevar ainda mais a fasquia”, permite “que se cônjuge a festa com uma acção de sensibilização ambiental”.
As pulseiras encontram-se à venda no Black n’White Bar e junto de vários promotores, custam oito euros, em pré-venda e 10 euros à porta, “se ainda houver alguma”.