Reabilitação urbana do Seixo e Emporão vai custar quase 17 milhões de euros

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A Operação de Reabilitação Urbana (ORU) do Seixo e Emporão, na cidade de Pombal, prevê um investimento estimado de quase 17 milhões de euros a realizar na próxima década, dos quais 11,36 milhões de euros serão para intervenções no espaço público e 5,6 milhões de euros serão suportados por privados na reabilitação do edificado.
A zona do Seixo e Emporão são “uma área com um espaço público muito deficitário”, que é “urgente intervir” para dar “mais dignidade e [tornar] mais atractiva a zona poente da nossa cidade”, afirmou o presidente da autarquia, salientando que as intervenções definidas serão “articuladas com os programas de financiamento [comunitário] disponíveis”.
Mas o “compromisso da nossa parte para promover intervenções no espaço público” também tem de ser acompanhado por investimento privado no conjunto de edificado, o qual tem “mais de 30 anos na sua esmagadora maioria”, sublinhou Pedro Pimpão, adiantando que, “de acordo com um estudo feito, 17% do edificado é considerado degradado e 30% está em estado de degradação médio”.
Portanto, “é fundamental que os proprietários também possam alinhar connosco [Câmara Municipal] na estratégia de valorização desta zona nobre da cidade”, frisou o autarca, dando conta que “existe um conjunto de incentivos fiscais e benefícios municipais” para “incentivar os proprietários” a reabilitarem os seus edifícios.
“Temos um plano a 10 anos com uma previsão de investimento considerável” que, “mais uma vez, fica dependente de fontes de financiamento comunitárias”, constatou a vereadora Odete Alves, temendo que “várias destas intervenções possam ficar sem financiamento” e “comprometer que toda esta intervenção esteja concretizada daqui a 10 anos”.
Desta forma, a socialista entende que é “fundamental” fazer “tudo o que pudermos para conseguir este financiamento”, até porque “a cidade precisa de crescer e criar novas centralidades e esta é a zona mais privilegiada para podermos crescer para poente”.
A eleita pelo PS destacou ainda a “enorme desqualificação” desta que “é uma das portas de entrada principal na nossa cidade”. Neste sentido, “há um conjunto de intervenções que têm de ser definidas como prioridade”, pelo que “não havendo financiamento comunitário, devem de ser feitas à custa do orçamento municipal”.
“Estou completamente alinhado com a necessidade de articularmos as intervenções necessárias com as opções de financiamento disponíveis”, referiu Pedro Pimpão, sinalizando como prioridades para a zona do Seixo “uma passagem desnivelada inferior pedonal”, a qual aguarda pela aprovação da Infraestruturas de Portugal (IP) e poderá ser executada no âmbito do projecto de requalificação da EN1/ IC2 entre Meirinhas e Pombal, o qual “já têm verba prevista no PRR [Plano de Recuperação e Resiliência]” e deverá “avançar a curto prazo”.
Além disso, o autarca apontou igualmente como prioridades a construção do grande parque verde da cidade, a reabilitação da Fonte do Emporão, assim como a qualificação das infra-estruturas de água, saneamento e iluminação, sobretudo das ruas mais degradadas, das quais é exemplo “a Rua Maria Fogaça, que merece uma intervenção o mais urgente possível”.
De salientar que a ORU do Seixo e Emporão da cidade de Pombal foi aprovado por unanimidade tanto em reunião de Câmara como de Assembleia Municipal.

Carina Gonçalves | Jornalista

*Notícia publicada na edição impressa de 7 de Julho