A edição 2019 do Rally Alitém realiza-se a 27 e 28 de Julho e afirma-se como um evento que pode ser um dos pontos de interesse do Campeonato Centro de Ralis do próximo ano. A prova vai pontuar para o Desafio Kumho Centro e para o Desafio Kumho Terra, revelou a organização, que conta com os apoios do Município de Pombal, da União de Freguesias de São Simão de Litém, Santiago de Litém e Albergaria dos Doze, da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Pombal e da Penela Race Events. À semelhança do ano passado, a competição é pautada por um forte cariz solidário, uma vez que com as receitas a reverter na totalidade para os bombeiros locais.


O “Rally Alitém”, que este ano integra a programação das tradicionais Festas do Bodo, é constituído por três classificativas, percorridas duas vezes e por uma super especial: no sábado à tarde, 27 de Julho, o evento passa por São Simão de Litém, numa prova com cerca de 6,5 km, e à noite, os bólides competem na Street Stage de Pombal, com um percurso de cerca de dois quilómetros, e que percorre as principais artérias da cidade. O evento “arranca da zona de espectáculos das festas do Bodo, no Arnado”, e irá “passar por uma zona de menor afluência de público”, revelou o presidente da comissão organizadora, Hélder Costa, salientando que esta foi uma “preocupação” da organização que, independentemente disso, garante “uma super especial espectacularmente boa”. No domingo é a vez de Albergaria dos Doze sentir o pulsar dos motores, com uma prova de 12 km, e Santiago de Litém, onde se disputam 14 km de estrada.
Para o responsável trata-se de uma prova disputada “em magníficos pisos de terra” e revela que as ‘especiais’ são “muito técnicas”, no entanto, garante que “vai ser uma agradável surpresa para quem nunca veio cá”, e explica que estes “são quatro troços atípicos e muito diferentes” dos percursos existentes a nível nacional.
“Não há troços com esta qualidade e estas características a nível nacional”, assegura o presidente da comissão organizadora, explicando que o Rally Alitém apresenta “troços rápidos e largos com pisos muitos certinhos e não demolidores”, que são também “bastante técnicos devido às velocidades que permitem atingir”. A grande novidade, passa por incluir uma prova de “70 km cronometrados”, o “máximo permitido”, revela.
O responsável pela organização espera que o empenho colocado pelas várias entidades resulte numa prova de sucesso, uma vez que o objectivo “é vir a integrar o Campeonato Centro de Ralis no próximo ano”.
“Queremos que esta prova projecte Pombal, num altura muito importante, em que somos visitados por muitos forasteiros que vêm para as festas da cidade, mas que poderão ter um espectáculo diferente e de qualidade”, afirmou por sua vez o autarca Diogo Mateus que não ‘volta a cara’ a uma prova de dimensão nacional ou mesmo mundial: “o rally nacional era bem-vindo”, afirma o autarca, que ambiciona acolher uma prova do campeonato mundial WRC (World Rally Championship), até porque “temos a sorte de ter um território que responde com muita qualidade quer do ponto de vista da destreza requerida aos pilotos, quer da protecção que dá às populações”. O edil considera que “esta boa articulação abre caminho para pensar mais longe”, considera, realçando que “temos condições para o fazer”, mas este será “um processo a percorrer de forma tranquila e sem pressas”.
Com uma vertente solidária muito vincada, Manuel Henriques, presidente da União das freguesias, relembra que a organização do evento conta com a colaboração de “centenas de voluntários e 12 associações”, adiantando que estarão no terreno a trabalhar com a organização “147 pessoas no sábado e 202 no domingo”. No entanto a solidariedade não se fica por aqui, e à semelhança do que aconteceu no ano passado, o evento associação à causa dos Bombeiros Voluntários, e pretende gerar rendimento para a Associação Humanitária. Prova disso foi a entrega de um cheque de 8.000 euros àquela corporação, cujo valor corresponde às receitas do rally de 2018: “evidentemente que todos os apoios que nos possam fazer chegar são sempre bem-vindos”, elevou Sérgio Gomes, presidente da Associação Humanitária, enquanto revela que este apoio “será para aplicar no quartel da 3.ª Companhia de Albergaria dos Doze”, onde “há muito para fazer”.