População doa cinco toneladas de batatas ao Lar de S. José

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Depois de, em Março deste ano, um grupo de populares ter tido conhecimento das dificuldades económicas vividas no Lar de S. José, valência do Centro Social e Paroquial da Ilha, e de se ter proposto a plantar seis sacos de batatas, de onde esperariam retirar cerca de 200 sacos de batatas para entregar àquela instituição, o grupo voltou a reunir-se recentemente para a finalização dos trabalhos. Dos meses de trabalho e dedicação retiraram mais de cinco mil quilogramas de batatas, que foram distribuídos por 250 sacos.
O dia foi de muito trabalho, mas foi acima de tudo foi um dia de convívio e de alegria. Afinal, juntou-se um grupo de cerca de duas dezenas de vizinhos e amigos com o objectivo comum de ajudar uma das instituições mais queridas da localidade. Ao Lar de S. José, na União das Freguesias da Guia, Ilha e Mata Mourisca, foram entregues cinco toneladas de batatas.

Pela altura da plantação, Maria Pinta e a amiga Saudade Domingues, mentoras da iniciativa, contavam ao nosso jornal que “o terreno foi cedido pelo senhor Amaro Moderno, mais conhecido por Ti Mário, o senhor Plácido estrumou e fresou a terra e o Joaquim Chá abriu os regos”. Houve ainda quem comprasse mais batata de sementeira e até quem oferecesse algum dinheiro para adquirir “adubo e outros produtos”, como é o caso do “Cláudio Carvalho, que não tinha disponibilidade para vir ajudar a fazer a plantação, mas que queria contribuir”.
“Na Ilha somos todos muito unidos, as pessoas são muito amigas e ficam contentes por saber que estão a ajudar o próximo”, adiantavam. “Ao olhar para este terreno só consigo sentir felicidade: felicidade por saber que tantos se interessam pela causa”. Para as mentoras da iniciativa, a “ajuda, apesar de ser pequena – e sabemos bem que é pequena – é muito sentida e todos se empenharam muito”, e asseguram que a notícia foi muito bem recebida pela instituição que “está muito feliz por receber este apoio. O senhor Padre Fernando Carvalho, presidente do Centro Social, também ficou muito sensibilizado com este gesto”.
A tarde finalizou com um lanche convívio, onde nem o cansaço da labuta agrícola roubou os sorrisos.

*Notícia publicada na edição impressa de 01 de Agosto