Depois de uma primeira edição onde se fez amor, no segundo ano de Festival Oh da Praça “fez-se magia”. O evento levou música e cultura a alguns “espaços esquecidos da cidade” e promete regressar no próximo ano. Já dizia o ditado: “não há duas sem três”.


Tenho para mim que a organização do Oh da Praça fez um pacto com o São Pedro: é que se a memória não me falha já antes da primeira edição do festival, em 2018, havia aquela incerteza no ar do “chove-não-chove”. Este ano a história repete-se e por ‘magia’ o sol apareceu e brindou o evento com um fim-de-semana de ‘luxo’ onde o convívio se misturou com a cultura ainda em jeito de celebração de Liberdade.
Para Pedro Pimpão, presidente da Junta de Freguesia de Pombal, “fez-se magia… e história”, nos dias 26 e 27 de Abril, com a organização do Festival Oh da Praça, e explica que “fizemos magia porque do pouco se fez muito”, e “história porque conseguimos, juntos, mais uma vez, evidenciar o enorme potencial artístico-cultural da nossa terra/região”, enaltece.
Durante dois dias, passaram pelo Celeiro do Marquês, Praça Faria Gama, pelo Largo do Pelourinho, Jardim da Várzea e Jardim do Cardal, “cinco espaços emblemáticos da cidade” mais de 15 concertos e espectáculos, num “projecto made in Pombal que foi pensado, criado e desenvolvido por pessoas que têm em comum o amor à terra e à cultura”, reforça o autarca, enquanto deixa uma “palavra muito especial de agradecimento” pela “cumplicidade, amizade e arrojo” aos “três mosqueteiros”, Vasco Faleiro, Leonel Mendrix e Carlos Calika, da organização, que “acreditaram neste projecto desde a primeira hora e me acompanham neste desígnio de puxar pela terra e pela cultura”.
Para além da componente musical, que contou com espectáculos de A Dama Estor, Luís Travassos, Daniel Catarino Trio, Colton Benjamin, Mezcla, Submarines in The Sky, Issa Bella, Marufa, Eyze, Fast Eddi Nelson e terminou com Araponga, o evento estendeu-se, pela primeira vez nesta edição, a outras manifestações artísticas, nomeadamente, a dança, e a fotografia. O Oh da Praça atraiu várias centenas de participantes, curiosos e amigos, recorde-se que a realização do Festival “pretende ser um evento cultural como forma de valorizar os vários espaços públicos da zona histórica da cidade, que parecem abandonados ou esquecido, e onde todos nós devíamos regressar mais vezes”, e como não há duas sem três, já dizia o ditado, Pedro Pimpão revela que “está confirmado que para o ano temos Oh da Praça 2020”, e mostra-se disponível para receber sugestões.