Oh da Praça! alia valorização da zona histórica com música e cultura

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Junta de Freguesia de Pombal, com o apoio do pelouro da Cultura da Câmara Municipal, preparam quatro dias de actividades espalhadas pela zona histórica da cidade.

Música, gastronomia, animação, valorização da zona histórica, dinamização do comércio local, divulgação de novos projectos musicais, e solidariedade são alguns dos pontos fortes do evento que se realiza entre 28 e 31 de Março, e que vai passar por quatro praças da cidade: Faria da Gama, Largo do Cardal, Largo do Pelourinho e Praça Marques de Pombal.
A Junta de Pombal apresentou, no dia 19 de Março, um “projecto pioneiro que surge no âmbito da comemoração do Dia Nacional dos Centros Históricos” e que tem como objectivo “chamar a atenção dos pombalenses para a música, para a cultura”, e para esta zona da cidade.
O certame arranca a 28 de Março com a confecção de uma Fogaça Gigante, iguaria típica da região e que tem raízes fortemente ligadas à seculares festas do Bodo, numa parceria com um “estabelecimento sediado na nossa zona histórica”, explica Pedro Pimpão, presidente da Junta de Pombal. No dia seguinte é a vez dos mais pequenos descobrirem o “património e a história” com um peddy papper matinal, que pretende aliar a diversão ao conhecimento, e à descoberta do património edificado. Mais tarde, o Celeiro do Marquês recebe a já habitual Noite de Fados.
Para sexta-feira, 30 de Março, “estamos a organizar o primeiro encontro de Gaiteiros”, onde há tempo para arruadas, tertúlias, actuações, e onde é esperada a participação de uma dúzia de grupos provenientes de vários pontos do país. Uma actividade voltada para a “tradição de raízes populares que deve ser preservada”.
Mas é no sábado que se espera uma maior afluência dos pombalenses ao centro histórico, com a realização da primeira edição do festival Oh da Praça!. Um evento “de grande originalidade” que usa a “música para apelar à cultura”, e que pretende “dar dinâmica às praças” da cidade. “Entendemos que era importante criar inovação”, afirma Pedro Pimpão.
No festival estarão em destaque os músicos, e projectos musicais concelhios, embora conte com a actuação de duas bandas “de fora”: A Jigsaw, e Daily Misconceptions. Vasco Faleiro e Leonel Mendes são os “responsáveis pela organização do festival”, e escolha dos artistas.
Para Ana Gonçalves, vereadora da Cultura, esta é uma “fusão perfeita entre a cultura, gastronomia, tradição e dinamização do nosso centro histórico”, onde a música se espalha por algumas das praças mais emblemáticas da cidade, e tema conta dos “palcos informais” que pretendem “aproximar os pombalenses” de uma “zona muito querida de Pombal”. Para além da celebração do Dia Nacional dos Centros Históricos, a data alia-se ao “Ano Europeu para o Património Cultural”, num casamento que se espera com muitos rebentos.