Oficina de Teatro encerra em clima de grande cumplicidade

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O Teatro Amador de Pombal (TAP) promoveu, durante o mês de Janeiro, uma Oficina de Teatro destinada a todos os curiosos e amantes do teatro, cujo o objectivo passava pela iniciação ao teatro, com uma forte componente lúdica através de jogos teatrais, propondo aos participantes uma abordagem concentrada e divertida ao jogo teatral e ao trabalho do actor.
Inicialmente estava previsto que esta oficina tivesse 15 participantes, mas com a quantidade de pessoas que se mostrou interessada em participar, o TAP viu-se ‘obrigado’ a aumentar o número para 18, e ainda “houve quem ficasse de fora”, esclarece Humberto Pinto, coordenador.
Após a formação, o grupo de formandos teve a oportunidade de apresentar os conhecimentos adquiridos durante a Oficina de Teatro e subiu ao palco do Auditório do Teatro Cine de Pombal para apresentar o exercício final, que se desenrola em torno de uma viagem, que muito mais do que de experimentação, foi de conhecimento pessoal.
Para o coordenador, o grupo não podia ser mais “unido e focado naquilo que estava a fazer e a aprender”, e isso viu-se na performance apresentada pelos 18 participantes, que no final foram convidados a “continuar a fazer teatro com o TAP”.
O grupo de formandos não podia ser mais peculiar, e a viagem em cima do palco não podia ter sido também mais especial, por ali passaram histórias de vida, gostos e personalidades bem diferentes. Desde estudantes, designers ou deputados, o exercício final decorreu sempre debaixo de grande cumplicidade.
Para Pedro Pimpão, deputado na Assembleia da República, “foi espectacular”, pela experiência e por ser a “primeira vez que tive a oportunidade de estar em cima de um palco enquanto actor”. Não pensa trocar a sua actividade profissional pelo teatro, mas admite com confiança que se sente “muito bem nesta pele e esta oportunidade, de sair do nosso ‘mundinho’ e fazer coisas diferentes, foi absolutamente extraordinária”.
Com apenas 14 anos de idade, Beatriz Galhardo foi a mais nova aluna desta Oficina de Teatro, na escola já tinha participado num grupo teatral e ao que parece foi amor à primeira vista: “o teatro sempre foi uma coisa que gostei muito, e esta oportunidade foi muito sentimental para mim”, fundamentalmente, “porque tivemos oportunidade de trabalhar com várias pessoas mesmo ligadas ao teatro profissional”. A experiência “foi muito enriquecedora”. Não sabe o que o futuro lhe reserva, mas admite sem medo que “gostava muito de continuar com o TAP”.
Também para Luís Caseiro, designer de profissão, o ‘bichinho pelo teatro já lhe andava a formigar nas veias há algum tempo, “sempre tive a curiosidade e esta formação serviu para perceber melhor o que é isto do teatro”. Se é para continuar ou não, ainda não sabe, mas fica com uma certeza: “foi uma experiência muito intensa”.
Sem grandes expectativas, ou sem saber o que poderia absorver desta formação Raquel Nogueira inscreveu-se nesta actividade “apenas por curiosidade”, mas há medida que as sessões foram avançando e que foi aprendendo novas técnicas e truques, “fui cada vezes achando mais interessante e dinâmico”. A timidez foi-se perdendo e na verdade “interagir com pessoas que não conhecíamos de lado nenhum ajuda-nos a conhecermo-nos melhor a nós próprios”. No final de tudo a “experiencia não podia ter sido mais enriquecedora”. E no meio dos bastidores acaba por confessar, “não sei se não voltarei a repetir”.