Obras nos Governos voltam a falhar prazo de conclusão

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Ainda não foi desta que os prazos foram cumpridos para concluir as obras de requalificação urbana nos Governos e Vinagres, na periferia da cidade de Pombal. Após a última prorrogação de prazos, os trabalhos deviam ter ficado concluídos no final de Outubro, mas o empreiteiro precisa de “mais uns 15 dias”.
A empreitada, de mais de 1,8 milhões de euros, adjudicada à Civibérica – Obras Públicas, com sede na Mealhada, tinha um prazo de execução de 540 dias, mas a derrapagem já ultrapassa os 250 dias.
O assunto foi abordado na última reunião de Câmara, com o vereador Michael Mota António (NMPH) a questionar o executivo sobre o atraso na conclusão da empreitada. O vereador recordou que, aquando da última prorrogação de prazo – à qual votou contra –, disse que “era uma miragem” e que “não acreditava no cumprimento dos novos prazos”. Confirmou-se.
Para o vereador independente, “é um perfeito exagero” o atraso nas obras, adiantando que “a empresa empreiteira não sabe trabalhar”, chegando a colocar em causa a segurança dos automobilistas e dos peões.
Também Odete Alves (PS) considerou que o empreiteiro “não tem brio e qualidade” na execução dos trabalhos, “deixando muito a desejar”. Frisa, ainda, que “alguns dos trabalhos estão mal-executados, com erros grosseiros”.
Segundo Pedro Murtinho, vice-presidente da autarquia, os “trabalhos macro”, que contemplam a colocação de “camadas de betuminoso”, encontram-se “em fase final”. Mas “há realmente trabalhos que não estão em conformidade” pelo que o empreiteiro “disse precisar de mais 15 dias para executar as reparações e correcções identificadas.”
O autarca, que tutela a Gestão das Obras Públicas, disse que partilha com os vereadores da oposição a “amargura” de a obra não estar concluída, reconhecendo, no entanto, que “muitas melhorias foram feitas nos últimos meses.”

*Notícia publicada na edição impressa de 07 de Novembro

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Ingressou no jornalismo, em 1989, como colaborador no extinto “Pombal Oeste” que foi pioneiro na modernização tecnológica. Em 1992 foi convidado a integrar a redacção de “O Correio de Pombal”, onde permaneceu até 2001, quando suspendeu a profissão para ser Director de Comunicação e Marketing de um grupo empresarial de dimensão ibérica. Em 2005 regressou ao jornalismo, onde continua, até aos dias de hoje, a aprender. Ao longo destes (largos) anos de actividade, atestados pelo Carteira Profissional obtida em 1996, passou por vários jornais, uns de âmbito regional e outros nacional, onde se inclui o “Jornal de Notícias” e “Público”. Foi convidado a colaborar, de forma regular, com o “Pombal Jornal” onde se produz conteúdos das pessoas para as pessoas.