“O Sindroma de Calça de Ganga!”

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Bem, quer dizer, oposição política credível com propostas, gente capaz de acabar de vez com a ganga da “ternura dos quarenta” e vestir a ganga dos “vaqueiros”. Por, colocar a mão (não na massa) mas no trabalho e, deixarmo-nos do “discurso-de-vendedor-de-feira”… “da calça da ganga”, passarmos a ser espelho da realidade. Quer dizer também, Governo honesto e frontal, sem rodeios nem ajustes à medida de vontade externa, sem avanços bacocos nem recuos temerários, mentiras, omissões e decisões veladas. Que deixem de usar a calça de ganga “estrelicadinha” para botar figura e, passem a usar a ganga do “fato-macaco” (vulgo jardineiras). Finalmente, um Presidente da Republica que o seja realmente e exerça as funções para que está definitivamente estatuído na Constituição. Que se deixe de rodeios e viva e sinta o seu Povo, o Povo que o elegeu e não os pseudo-partidos que o apoiaram. E assim, chegados a um ponto fulcral. Seja revista a Constituição da Republica. Procure-se efectuar uma actualização em artigos mais desfasados da realidade, o preâmbulo da mesma seja revisto, actualizado, alterado e colocado um ponto final neste aperto que vivemos. Caramba, será que ninguém viu que o Mundo mudou? Que se passaram quarenta anos e estamos pior que estávamos? Que a Constituição já não defende ninguém mas antes é motivo de discussão vazia. Coragem para mudar? Não creio que seja necessária, tanta, coragem assim. Será, é, preciso muita honestidade, mais frontalidade a toda prova, uma decisão política firme e consubstanciada na verdade da realidade deste país. Basta de calças de ganga elásticas, dos cortes por medida, de apertos “apertadinhos”, de calças importadas de duvidosa qualidade, de calças rasgadas ou deslavadas, rijas ou cardadas, com botões ou de fecho, descidas ou de cintura subida, nada disso vai disfarçar a nossa realidade nas areias de uma praia qualquer… A realidade será comprar calças de ganga adequadas à nossa forma … física e económica, actual. Termino, amigo leitor/a, pense e medite que de costas voltadas (à realidade) certamente que não se vê o futuro mas … apalpam-nos (e bem) o presente!

Carolino, Fernando Daniel
fdcarolino@gmail.com