O Núcleo de Abiul – Pombal da Liga dos Combatentes assinalou, no passado dia 6 de Julho, o 3.º Encontro de Combatentes do Concelho de Pombal, que se realizou junto ao Monumento de Homenagens aos Heróis do Ultramar, sito na Avenida com o mesmo nome.
A cerimónia iniciou-se pelas 10h30 na Igreja de Nossa Senhora do Cardal, com uma Missa de sufrágio pelos Combatentes que tombaram pela Pátria, mais tarde iniciou-se a cerimónia junto ao Monumento de Homenagem aos Combatentes com as palavras de abertura a serem proferidas por António da Silva Luí, presidente do Núcleo de Abiul – Pombal da Liga dos Combatentes, que afirmou que “estas cerimónias além de proporcionarem aos nossos associados momentos alegria e são convívio, entre associações, trazem às suas memórias a nostalgia de recordações das vivências mantidas durante o cumprimento do seu serviço militar”. Para o responsável, “há poucos concelhos em Portugal que tenham uma atenção tão grande para com os Combatentes, como tem o concelho de Pombal”, que “todos os Domingos e Feriados faz questão de hastear as bandeiras nacionais junto a este monumento”.
Já Diogo Mateus, autarca, aproveitou a ocasião para relembrar a “História que nos une e que representa o que estamos aqui a celebrar”: “somos portugueses e conhecemos a nossa História, e o papel extraordinário destes Homens que se sacrificaram pela Pátria”, no entanto o autarca apelou para que se reflicta sobre a actualidade, uma vez que “nunca tivemos um Mundo tão perigoso como Hoje, em que se colocam os interesses económicos acima de tudo o resto”, e “parece que não queremos ver nada, nem fazemos nada para contrariar este espirito”.
Na intervenção, o edil realçou “o apreço que os militares mantêm junto dos portugueses e a importância histórica” das Forças Armadas para a “memória colectiva” do país e enalteceu ainda “o trabalho ímpar das associações de antigos combatentes, em particular da Liga dos Combatentes”.
“O dever de preservação da memória é um imperativo para qualquer sociedade”, frisou Diogo Mateus, que afirmou também que os ex-combatentes “são um exemplo da dedicação que Portugal deve reconhecer”. Daí, a “importância tremenda” do monumento erguido para homenagear aqueles que “em outros momentos, foram combater em nome de Portugal”, defendeu. Na cerimónia estiveram presentes, diversas altas entidades, vários Núcleos da Liga de Combatentes e outras Associações, acompanhados dos seus associados e familiares.