“Não queremos aquela passadeira porque sabemos que é um perigo que ali está”

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Empresários e populares temem pela segurança de quem tem que atravessar a Estrada Nacional 1 (também denominada de Itinerário Complementar 2), na zona de Meirinhas. Em causa está uma passadeira, que acusam de “falta de visibilidade” e que “é um verdadeiro atentado à segurança de quem ali passa”. A Junta de Freguesia de Meirinhas garante que está a ser estudada a construção de uma passagem desnivelada inferior.

Em Meirinhas, quando alguém precisa de atravessar a passadeira para ir ao banco, ou à pastelaria, ou ao supermercado, é normal que as pessoas peguem no carro para percorrer uma distância de poucos metros. A razão é simples: “a passadeira que ali colocaram está mal feita”, revela Horácio Mota, empresário. A falta de visibilidade e o excesso de velocidade dos automobilistas é a principal razão da contestação. Populares e empresários lamentam que a situação esteja “assim há vários anos”.
Para o empresário, “é importante denunciar esta situação das passadeiras, porque acho que é uma obra sem qualquer nexo, cujo o objectivo é provocar acidentes e não proteger as pessoas”, afinal “esta passadeira está localizada numa estrada em que os condutores passam a alta velocidade, e os semáforos mais próximos não estão a funcionar”, o que faz com que os “automóveis passem ainda com mais velocidade”. Desta forma, “as pessoas estão a atravessar as passadeiras completamente descontraídas, há um carro que trava para lhe ceder passagem e os outros carros batem por trás, por não ter visibilidade”, revela. Horácio Mota admite que “se querem manter esta passadeira numa estrada nacional, então devem ser colocados semáforos: só não podem deixar é como está”.

“Quando ouvimos uma travagem já esperamos o pior”

A opinião é reiterada por Dina Mota, administradora da empresa Motassis, enquanto revela que “quando ouvimos uma travagem já esperamos o pior”. As ocorrências multiplicam-se, e “felizmente que ainda ninguém perdeu a vida”, mas lamenta que “se a situação não for alterada com rapidez, tenho a certeza de que alguém ali vai morrer”. Com vista privilegiada para a passadeira em questão, a empresária garante “que só quem não conhece a estrada é que continua a atravessar ali”, caso contrário “quem conhece e sabe o historial daquele sítio, não se atreve a atravessar”, garante.
Também para o popular Manuel António, “aquela passadeira é um verdadeiro atentado à segurança de quem ali passa”, para o sexagenário “não basta que sejam colocados ali uns pinos, ou que pintem a passadeira”, e aponta como solução “a relocalização da passadeira para outro local, e com semáforos”.

“Não queremos aquela passadeira, porque sabemos que é um perigo que ali está”

Segundo Virgílio Lopes, presidente da Junta de Meirinhas, “estamos atentos e preocupados com a situação”, e nesse sentido “encetamos diligencias, assim que tomámos posse”, para que seja “construída uma passagem desnivelada de peões”. O autarca garante que “não queremos aquela passadeira, porque sabemos que é um perigo que ali está”, tanto que “assim que tomámos posse, enviámos uma carta ao presidente da Infraestruturas de Portugal, a responsabilizá-lo por qualquer incidente que ali ocorra”. Nesse seguimento “foram encetadas algumas das nossas exigências”, como a remarcação da passadeira e balizamos, de um lado e do outro, “para que não haja camiões estacionados naquela zona, que retirava ainda mais a visibilidade dos peões”, no entanto, “voltámos à carga, e estamos a pedir melhor iluminação”, sendo certo que “a Junta está disponível para suportar uma parte do investimento, juntamente como a Infraestruturas de Portugal”, garante o edil.
Quanto à passagem de desnível inferior, “pensamos que é a melhor solução para aquela zona”, sendo que a Junta já está a trabalhar na execução de um estudo de projecto que avançará com a “concretização dessa obra”, porque “sabemos que a passadeira que ali foi colocada é um perigo eminente”. Virgílio Lopes garante que “a passadeira, como está, é transitória, portanto não pensamos que seja uma solução definitiva, nem queremos que seja”, adianta. Após contacto do Pombal Jornal, a Infraestruturas de Portugal o não deu resposta, em tempo útil, às questões levantadas.