Música, humor e improviso no Festival de Teatro de Pombal

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Festival de Teatro de Pombal
Humberto Pinto, do TAP, a vereadora Ana Gonçalves e o presidente da Câmara, Diogo Mateus

Improviso, circo, humor gestual, marionetas, música e estreias nacionais. O mote está dado para mais uma edição do aguardado Festival de Teatro de Pombal, que se realiza entre 18 de Março e 2 de Abril. No fundo mantêm-se os 15 dias de festival, à semelhança do que já tem vindo a acontecer nos anos anteriores, juntam-se nove espectáculos apresentados por seis companhias e espalham-se não só pela cidade de Pombal, mas também por quatro freguesias: Guia, Carnide, Vermoil e Albergaria dos Doze.
Esta edição está repleta de novidades e a organização está a fazer uma forte aposta “em espectáculos de qualidade com preços acessíveis”, para que não haja impedimentos às salas cheias, revelou Humberto Pinto durante a apresentação do evento.
Outra das apostas para este ano passa por “ir de encontro aos mais diversos públicos”, com espectáculos direccionados à família, aos mais pequenos, sem esquecer os utentes das IPSS ou de ir às freguesias. Para o responsável pelo Teatro Amador de Pombal e co-organizador do evento é “fundamental envolver as freguesias e os presidentes de Junta no crescimento do Festival e do próprio públicos”.
Orçamentado em cerca de 15.000 euros, este ano a organização do evento optou por não existirem entradas gratuitas, e os valores da entrada fazem-se a partir de um euro, “um valor simbólico porque chegámos a um ponto em que a participação e a utilização da cultura não pode ser meramente fruitiva” admite Diogo Mateus, presidente da Câmara Municipal de Pombal. Esta não será de forma alguma uma “maneira de restringir ou afastar alguma pessoa que queira ver todas as peças”, até porque existe a expectativa de “manter, ou superar, os cerca de 2.000 espectadores que tradicionalmente temos nos espectáculos”, continua.
“Este ano temos uma programação mais diversificada, que chega mais longe e que acima de tudo que vai tentar animar os pombalenses porque além do teatro de improviso, do circo e do humor gestual, temos espectáculos de equilíbrio, companhias que vêm pela primeira vez a Portugal e portanto achamos que esta oferta será sem duvida algo de diferente e seria muito importante que os pombalenses participassem nos espectáculos”, ressalva a vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, Ana Gonçalves.
Assim, a 18 de Março o Festival arranca com “Improfado”, uma peça de teatro 100 por cento improvisada, da autoria do grupo “Os Improváveis”. No dia seguinte a sala do Teatro-Cine de Pombal recebe “Sin Remite”, de Jean Philippe Kikolas, e trata-se de um espectáculo de circo/teatro e humor gestual.
A 24 de Março sobe ao palco “Lullaby”, da companhia “Godot”, num espectáculo dinâmico com a participação directa do público, numa performance cómica e provocadora que abre espaço ao jogo do improviso entre um palhaço transgressor e o espectador.
Manolo Alcántara vem de Espanha e estreia-se em Pombal com “Rudo”, um espectáculo que fala sobre pessoas que conviveram com a rudeza e esforço físico, levadas a um extremo absurdo. Neste espectáculo a música é interpretada em directo e serve de contraponto lírico ao esforço da personagem que grunhe, transpira e não cai no seu delírio.
No que toca às freguesias a teatro de Marionetas: “Zé do Telhado e o Castelo Assombrado” vai apresentar-se na Guia a 31 de Março, e em Carnide e Vermoil a 01 de Abril. Em albergaria dos Doze é o Teatro Amador de Pombal que vai animar o certame, com a encenação de “Romeu e Julieta”, a 02 de Abril.

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Nasceu em 1985, estudou Comunicação Social na Escola Superior de Educação de Coimbra e participou num curso de formação em Jornalismo e Crítica Musical. Passa os dias a ouvir música, adora assistir a concertos e sonha viajar pelo mundo com uma mochila às costas.