Meirinhas espera servir mais de 1.000 refeições no Festival da Fava

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A fava dá o mote ao cardápio que, entre os dias 10 e 12 de Maio, vai ser servido nas Meirinhas. A variedade de pratos à base da leguminosa é grande, mas o festival tem lugar para todos, mesmo para quem não gosta de favas, uma vez que o menu tem outras opções. Mas a festa não se faz apenas à mesa. A partir desta sexta-feira, há artesanato e produtos regionais para ver e comprar, actividades culturais e muita música. Graciano Ricardo, Xico à Portuguesa, DJ Bagunçada e Ruizinho de Penacova animam o palco, mas não vão faltar também as concertinas.

As favas para o festival (uma tonelada) foram debulhadas pela comunidade

“Vamos à fava!” O repto, em jeito de convite, é deixado pela Junta de Freguesia de Meirinhas que, a partir desta sexta-feira e até domingo, é a anfitriã de mais um Festival da Fava.

Com a quinta edição à porta, o evento dispensa apresentações. Desde a primeira hora, a iniciativa, promovida pela Junta de Freguesia com o apoio das colectividades locais, tem vindo, ano após ano, a afirmar-se muito para lá das fronteiras do concelho, posicionando-se já como uma referência na região.
Na sexta-feira, para assegurar lugar à mesa, o melhor é não se atrasar. Junto ao salão das colectividades, estará tudo a postos para servir os jantares, a partir das 19h00. A festa faz-se sobretudo à mesa, por entre uma grande variedade de pratos onde a fava é a estrela de um cardápio onde a sopa e as sobremesas também têm lugar.

A ementa difere ao longo dos três dias do evento, pelo que o melhor é passar por lá em diferentes refeições para saborear outras opções. A única excepção é o tradicional “Favas à Meirinhas”, um prato de guisado de favas com entrecosto, enchidos e ovo escalfado que se mantém de sexta a domingo.

Mas nem só de carne se faz a ementa. Os visitantes podem optar por um prato de peixe, igualmente acompanhado da leguminosa que dá o mote à festa. E porque (também no que toca a paladares) os gostos não se discutem, a organização tem sempre uma alternativa para quem não gosta de favas. Por isso, mesmo os que não apreciam a iguaria-mor, não têm razões para faltar.

 

Pela mão das colectividades

Ainda que a Junta de Freguesia de Meirinhas seja a promotora do evento, o Festival da Fava tem, desde a primeira hora, uma estreita ligação ao tecido associativo local. À semelhança das quatro primeiras edições, a Associação Recreativa de Meirinhas, a Associação de Pais e a Associação Lar
da Felicidade (a quem cabe a confecção dos pratos) dinamizam as tasquinhas e repartem os lucros obtidos.
“Esta é uma forma da Junta também ajudar as colectividades que têm no
Festival da Fava a oportunidade de uma grande iniciativa”, explica a autarquia liderada por João Pimpão.

 

Mais de mil refeições em três dias

Criado com o objectivo de “projectar o nome de Meirinhas a nível regional e nacional”, Tânia Mota, secretária da Junta de Freguesia, acredita que o festival tem concretizado essa missão. E se dúvidas houvesse, os números de 2023 esclarecem: “servimos perto de um milhar de refeições e este ano temos a expectativa de aumentar este número”, aponta aquela responsável. Optimista quanto à edição deste ano, o executivo mostra-se convicto “da vontade das pessoas em participar na alegria do festival, celebrar a boa gastronomia local e festejar a fava, neste que já um dos eventos mais marcantes da região”.

No âmbito do programa Eco-Freguesias, “temos um compromisso com a sustentabilidade, com o ambiente e com a ruralidade”, explica o presidente de Junta, para justificar as acções desenvolvidas. “Aliar Meirinhas ao espírito empresarial e ao desenvolvimento económico é muito importante”, mas “é igualmente importante salientar que nós somos uma comunidade que também trabalha os seus campos”, realça João Pimpão, para quem o Festival da Fava é uma aposta “diferenciadora” e que “tem tido um feedback extraordinário por parte da comunidade”.

 

O presidente de Junta acompanhado de jovens voluntários, entre eles, Francisco Santos (terceiro a contar da esq.)

O espírito comunitário da debulhada

Nas palavras do presidente de Junta, o festival tem a particularidade de juntar a comunidade em todas as fases, desde a sementeira em campos de produtores locais, à apanha, debulha e organização da festa.

Este ano, o certame quis ir ainda mais longe nesta dinâmica. Pela primeira vez, a população (de diferentes gerações) juntou-se na tenda junto ao salão das colectividades para debulhar as favas. Ao longo de todo o dia (27 de Abril), pequenos e graúdos estiveram em redor da mesa para preparar cerca de uma tonelada de favas, “num dia de muito trabalho, animação e tradição”.

A dinamização da actividade ficou a cargo do Jovem Presidente de Junta, eleito em Março, apoiado por um grupo de jovens voluntários. Francisco Santos espera que esta seja a “primeira de muitas” outras iniciativas do mandato, até porque “nós, nesta freguesia, temos jovens com muito potencial. Só precisam é de ser motivados”.

 

Ruizinho de Penacona no domingo
Nem só de favas se faz o festival. Fora da mesa não faltam motivos para se juntar à festa. Para quem já conhece o certame, este ano vai encontrar novidades. Uma delas é o Espaço Favolas, uma área dedicada aos mais pequenos, que ali se podem divertir enquanto os pais estão no festival. A vigilância é assegurada por monitores voluntários, numa iniciativa a cargo do Jovem Presidente de Junta. “Esta é uma forma de promover o voluntariado juvenil, o espírito comunitário e a responsabilização de jovens e adolescentes”, explica a autarquia.
Quanto ao programa, a noite de sexta é animada por Graciano Ricardo e o almoço de sábado pelas “Concertinas Marquês de Pombal”.
O jantar de sábado é animado pelo artista meirinhense “Xico à
Portuguesa” e pela noite dentro actuam os DJ Bagunçada.
No domingo, o destaque vai para a “Caminhada da Fava”, às 09h30, mas há também espaço para o desfile de concertinas e para a actuação do “Grupo da Escola de Concertinas de Carlos Barbosa”.
O Festival da Fava encerra na tarde de domingo com a actuação do artista “Ruizinho de Penacova” (16h00).

À programação junta-se ainda um show cooking e cerca de duas dezenas de expositores de artesanato e produtos regionais.